Gol vê demanda se fortalecendo e gera fluxo de caixa antes do esperado
Alta na busca por passagens permite empresa ampliar oferta de voos prevista para dezembro a patamares acima de 80% do mesmo período de 2019

As operações da Gol (GOLL4) estão se recuperando a cada mês que se passa, com a companhia vendo um comportamento favorável do consumidor para viagens aéreas no mercado doméstico.
Ainda que em relação ao ano passado a situação permaneça delicada, a melhora sequencial está permitindo à empresa ampliar a oferta prevista para dezembro e registrar fluxo de caixa positivo antes do planejado.
A companhia aérea informou nesta segunda-feira (7) que aumentou sua oferta de viagens para uma média de 369 voos em novembro, um avanço de 2% em relação à última atualização que divulgou ao mercado, em 18 de novembro. Em períodos de pico no mês passado, ela registrou 450 voos ao dia.
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No mês passado, as vendas brutas atingiram R$ 886 milhões, aumento de 6% em relação a outubro, e a taxa de ocupação média foi de 84,5%, avanço de 6,5 pontos percentuais (p.p.) em base mensal. A busca por passagens aéreas cresceu 35% e houve um aumento de 20% nas vendas em todos os canais de comercialização.
Segundo a companhia, mais de meio milhão de bilhetes foram vendidos em novembro, durante a campanha de Black Friday. “Estas vendas antecipadas, em conjunto com a eficiência na gestão de capacidade da Gol, permitem o planejamento adequado da malha para atender à demanda mantendo a sustentabilidade ao menor custo possível, resultando em rentabilidade e geração de caixa em níveis superiores aos seus competidores”, diz trecho do comunicado.
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A melhora continuada da demanda em relação a outubro fez com que a Gol decidisse ampliar a oferta para dezembro para cerca de 480 voos por dia, com picos de aproximadamente 600 voos diários. A medida coloca a operação em patamares acima de 80% da programação de dezembro de 2019.
Fluxo de caixa antes do esperado
A Gol destacou que a retomada da demanda permitiu que ela apresentasse um fluxo de caixa positivo antes do planejado, a primeira vez desde o início da pandemia de covid-19.
Ela registrou uma geração líquida de R$ 3 milhões ao dia em novembro, valor que considera o pagamento integral de suas obrigações com dívidas e despesas financeiras. Anteriormente, ela projetava um consumo de caixa do mesmo montante.
Para dezembro, levando em conta as receitas estimadas e uma certa manutenção das condições, a expectativa da Gol é de uma geração líquida de caixa da ordem de R$ 3 milhões ao dia.
Já para o primeiro trimestre de 2021, ela está estimando um consumo de caixa em R$ 2 milhões ao dia.
A Gol informou ainda que encerrou novembro com aproximadamente R$ 2,3 bilhões em liquidez total. Considerando premissas conservadoras e o aumento no volume de operações e vendas, ela estima ter liquidez suficiente para financiar capital de giro, despesas e serviço de dívida.
Em relação a custos, ela espera manter as despesas de pessoal reduzidas em até 40% dos patamares pré-pandemia.
Boeing 737 Max
Depois de terem suas operações paralisadas por quase 20 meses, as aeronaves Boeing 737 Max foram liberadas para voar. A Gol, única empresa que opera o modelo no País, informou que suas sete unidades devem retornar à programação de voos até o final do ano.
Segundo a companhia, a retomada permitirá expandir a malha e reduzir custos nos próximos anos, uma vez que o modelo consome 15% menos combustível que uma aeronave 737-800 NG.
No acumulado do ano até novembro, ela reduziu sua frota em 12 aeronaves B737 arrendadas e planeja devolver outras duas aeronaves até o final do ano. Ela também reduziu em 34 aviões os recebimentos de 737 Max previstos para 2020 a 2022.
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