Bradesco: 93% dos clientes que prorrogaram dívida são bons pagadores
Banco prorrogou o vencimento de financiamentos com saldo de R$ 61 bilhões no primeiro semestre diante da crise do coronavírus, em 1,9 milhão de operações

O Bradesco prorrogou o vencimento das parcelas de financiamentos com um saldo total de R$ 61 bilhões diante da crise do coronavírus. O valor representa 12,8% da carteira do banco, em 1,9 milhão de operações.
O adiamento do pagamento trouxe fôlego para os devedores, mas ao mesmo tempo despertou a preocupação de que o banco tenha apenas adiado um problema de inadimplência nos próximos balanços.
Na divulgação dos resultados do segundo trimestre, o Bradesco deu mais detalhes sobre as operações prorrogadas. De acordo com o banco, os clientes que tiveram o pagamento das parcelas dos empréstimos adiadas em geral são bons pagadores.
O tempo médio de relacionamento desses clientes com o banco é de 14 anos e 93% deles não têm histórico de atraso nos últimos 12 meses. Além disso, 71% das operações contam com garantia real.
“O perfil dos clientes é muito adequado e a expectativa é que a inadimplência seja pequena”, disse Octavio de Lazari Jr, presidente do Bradesco, durante teleconferência com analistas.
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A prorrogação da dívida podia ser feita por 60 dias ou 120 dias. Entre as pessoas que optaram pelo prazo mais curto e tinham a opção de pedir um novo prazo, 60% delas decidiram não prorrogar. Desse primeiro grupo, o índice de inadimplência está em 3,2%, o que Lazari considerou adequado.
De todo modo, o Bradesco voltou a ampliar as provisões para perdas no crédito no segundo trimestre, o que fez o lucro líquido do banco cair 40,1% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 3,873 bilhões.
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