Em dia de B3 fechada, mercados internacionais assumem tom de cautela e operam em forte baixa
Investidores refletem preocupação com segunda onda de contágio em estados americanos e sinais mistos dados pelo Federal Rerserve sobre a economia americana. Petróleo também vive um dia de forte baixa

Nesta quinta-feira, a bolsa brasileira está fechada para a celebração do feriado de Corpus Christs. Embora a data tenha sido adiantada na cidade de São Paulo, a B3 manteve suas atividades e decidiu interromper o funcionamento hoje, conforme o seu calendário original anual.
Enquanto isso, no exterior, desde o começo do dia os investidores mostram uma postura de cautela elevada, continuando o clima observado ontem nos mercados. As bolsas americanas operam em forte queda desde a abertura do pregão. Por volta das 14h21, o Dow Jones caía cerca de 5,15%, o S&P 500 recuava 4,24% e o Nasdaq tinha baixa de 3,50%.
Na Europa, as principais bolsas fecharam em forte queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou o preção em baia de 4,10%.
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Com a bolsa brasileira fechada, o principal fundo de índice brasileiro (ETF) negociado em Nova York, o EWZ, tem queda de mais de 7%. Durante a madrugada, as bolsas asiáticas também fecharam, refletindo as preocupações com a economia americana e a decisão do Federal Reserve.
Fatores de risco
Esse clima de cautela nos mercados tem como explicação a preocupação com uma nova onda de infecções por coronavírus nos Estados Unidos e com os investidores ainda digerindo as projeções econômicas divulgadas ontem pelo Federal Reserve, o banco central americano.
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Uma matéria da Reuters mostra que os casos no país voltaram a crescer depois de 5 semanas de declínio, principalmente nos estados da Flórida, Texas e Califórnia. Os números coincidem com a expansão dos projetos de reabertura econômica no país. Os EUA já superaram a marca de 2 milhões de casos.
Além disso, ontem o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decidiu manter a sua taxa de juros inalterada na faixa entre 0% e 0,25%. Mas, os sinais mistos dados pelo Fed sobre a capacidade de recuperação econômica dos Estados Unidos elevaram a cautela dos investidores, com as bolsas globais fechando em baixa.
No comunicado da decisão, a instituição declarou que a taxa se manterá neste nível até que "haja confiança de que a economia absorveu os eventos recentes", descartando juros negativos no país e projetando uma queda de 6,5% em 2020. A leitura é de que o pronunciamento do Fed aponta danos no longo prazo para a economia americana.
Jerome Powell, presidente do Fed, declarou que o país pode levar anos para que as vagas fechadas pela pandemia voltem a abrir, mas garantiu que a instituição seguirá utilizando todas as 'suas ferramentas' para atingir a pregabilidade máxima e as metas de estabilidade inflacionária. Nesta manhã, o Departamento de Trabalho do país divulgou que 1,54 milhão de pessoas entraram com pedidos de auxílio-desemprego.
Petróleo recua
O clima de pessimismo afeta também o mercado de petróleo.
Com previsões de danos de longo prazo para a economia mundial, os contratos futuros recuam.
Por volta das 13h30, o WTI para junho caía 9,24%, a US$ 35,92 o barril. Já o Brent recua mais de 8%, a US$ 38,28 o barril.
PESSIMISMO CONTINUA
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