🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Entrevista

‘Queremos ser protagonistas da indústria 4.0 no Brasil’, diz presidente da Weg

Harry Schmelzer Jr. fala das incursões da companhia do setor industrial na venda de softwares de gestão, inteligência artificial e internet das coisas

Estadão Conteúdo
24 de novembro de 2019
16:33 - atualizado às 18:40
Harry Schmelzer Jr., presidente da Weg
Harry Schmelzer Jr., presidente da Weg. - Imagem: Divulgação

Uma das poucas empresas brasileiras do setor industrial voltadas à exportação - no ano passado, 57% da receita de quase R$ 12 bilhões da empresa vieram de fora do País -, a catarinense Weg investe pesadamente em pesquisa em desenvolvimento (foram mais de R$ 300 milhões em 2018).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o presidente da companhia, Harry Schmelzer Jr., que está no cargo desde 2008, a companhia transformou seu negócio nos últimos três anos. Esse movimento agora vai culminar em uma novidade importante: sua primeira oferta exclusivamente de software.

Depois de comprar duas companhias de tecnologia - uma voltada a softwares de gestão industrial e outras de internet das coisas -, a Weg se prepara para aplicar gestão de dados e inteligência artificial à medição da performance de motores e também à administração de indústrias. “Vamos vender só software. A empresa poderá pagar por mês ou por ano, como serviço. E os módulos de manutenção da Weg poderão ser acoplados a outros sistemas do mesmo tipo”, diz Schmelzer Jr.

Além da busca por aquisições, inclusive no exterior, essa atuação mais digital também afetou o centro de treinamento de profissionais da Weg - que forma por ano 200 jovens entre 16 e 18 anos. Novas disciplinas foram adicionadas à capacitação, que antes era focada em trabalhos industriais. Agora, mesmo quem está sendo treinado para trabalhos manuais, precisa entender softwares de gestão e ter noção de inteligência artificial.

Essa equipe com novas habilidades ajudará a alavancar o objetivo da companhia de comandar a instalação de uma base industrial mais moderna no País. “Primeiro focaremos as indústrias nacionais e depois vamos para o exterior. Queremos ser protagonistas da indústria 4.0 no Brasil.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Leia Também

A Weg é conhecida por equipamentos. Como ela está trabalhando para embutir tecnologia em suas soluções?

No setor de automação industrial, existe a necessidade de os processos se comunicarem mais. Quando você faz um planejamento de uma fábrica, com o chamado RP, que é um software para este fim, você tem informações que já existem e, à medida que a fábrica continua a funcionar, novos dados são agregados. E aí posso ter informações em tempo real sobre a fábrica, e não só o fechamento diário ou semanal. E isso serve para planejar e prever problemas. A automação está entrando também em um software de gerenciamento de sistemas de fábrica - o que já é uma demanda global, embora seja incipiente no Brasil. Tudo em busca da produtividade.

E isso vale para os motores da Weg?

O motor elétrico é usado para o funcionamento de indústrias de processo - como a de papel e celulose e as siderúrgicas. E hoje está mais barato analisar e armazenar dados em nuvem. Com isso, o motor avalia a própria performance - e pode prever o surgimento de algum problema, como uma sobrecarga ou o desgaste de determinadas peças. Dessa forma, você não é surpreendido com paradas não previstas. O “motor scan” gera informações de modo permanente. Você tem dados sobre o motor em tempo real. Numa indústria de mineração, por exemplo, o pó do minério pode sobrecarregar os rolamentos. E esse sistema consegue fazer esses alertas, com inteligência artificial.

Ou seja: a tecnologia vai evitar paradas nas fábricas.

E fazer predições. O algoritmo vai aprendendo aos poucos. Isso traz previsibilidade à gestão de ativos. Uma fábrica precisa ter a melhor eficiência operacional de ativos e pessoas. E você consegue isso utilizando melhor os recursos. E tudo isso vai vir por meio da digitalização da automação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Weg fez duas aquisições recentes de empresas de tecnologia. A ideia é ter o software cada vez mais combinado com os equipamentos da empresa?

A Weg comprou a PPI-Multitask, especializada em execução de sistemas de manufatura e internet das coisas para a indústria. É um negócio novo para nós. A Weg sempre fez software de automação industrial na base, aplicado ao hardware. Mas agora outra coisa vai acontecer, pois todo esse sistema de supervisão de motores poderá ser feito em um aplicativo, em uma plataforma digital. A partir disso, vamos vender só software, de diversas formas. A empresa pode comprar ou pagar por mês ou por ano, como serviço. E os módulos de manutenção da Weg poderão ser acoplados a outros sistemas do mesmo tipo.

E isso pode ser usado em outros segmentos, além do industrial?

Sim. Outro negócio da Weg é o de eficiência energética. Sugerimos às empresas formas de melhorar o consumo. Isso também pode virar um aplicativo pago como serviço. Temos um exemplo na energia solar. Nos painéis solares, fornecemos aos clientes de autogeração a tecnologia que permite o acesso a informações sobre o funcionamento do sistema. Nos grandes parques solares, a situação é diferente. Poderemos vender um software complementar para ajudar na manutenção. Em parques eólicos, a Weg tem um negócio de manutenção - garantindo a gestão integrada de ativos espalhados por vários locais do País.

Também houve a compra da V2Com, de internet das coisas. Como isso se encaixa na estratégia da companhia?

O que está crescendo hoje no mundo? Internet das coisas, big data e computação nas nuvens. A automação da indústria é um processo, não vamos pular diretamente para a indústria 4.0. Para chegar lá, precisaremos de gestão de informação mais eficiente, de mais capacidade de decisão. A V2Com é a internet das coisas, que nos permite acoplar sensores aos equipamentos para garantir novas coletas de dados. A gente vai ajudar o cliente a medir o que ele não vinha medindo. Vamos fazer isso tanto com hardware quanto com software. E vamos padronizar todas as informações para que isso possa ser acessado em uma linguagem só.

A Weg ainda está buscando aquisições, dentro e fora do Brasil?

Para o mundo da indústria 4.0, a Weg olha empresas de fora do País. Elas têm os recursos humanos, de cientistas e arquitetos de dados. No caso da PPI-Multitask, optamos por uma empresa brasileira, que conhece o status de adoção de tecnologia pelas indústrias nacionais. Ela tem um software que pode ser aplicado em todos os níveis de indústrias. Você pode começar a jornada (rumo à digitalização) em qualquer momento, pois se trata de um sistema modular. A V2Com veio principalmente dentro do projeto de ajudar na gestão de ativos do setor de energia elétrica. Primeiro vamos focar as indústrias nacionais e depois vamos para exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E a ideia é começar essa oferta pelo Brasil, como um laboratório?

Sim, porque temos de ganhar experiência e criar soluções. Vamos escolher alguns mercados e depois escalar internacionalmente.

Como isso afeta a estratégia de RH da companhia?

Estamos na fase de transformar inovações já testadas dentro da operação da Weg em negócio. Por isso, precisamos ajustar nosso centro de treinamento, que agora também treina cientistas de dados. Buscamos outras formações. Temos meninos e meninas de 16 anos que já entram para aprender sobre inteligência artificial. Isso já vem ocorrendo há três ou quatro anos.

Ou seja: antes as pessoas aprendiam trabalhos industriais e agora estão mais voltados à tecnologia?

Sim, mas continuamos a formar também os profissionais tradicionais, mas eles passam a atuar com novas ferramentas, têm de ter noção de inteligência artificial, dominar determinadas linguagens de software. Eles também passam por um treinamento de tecnologia.

Em 2018, a Weg investiu mais de R$ 300 milhões em pesquisa e inovação. Isso tende a crescer?

A Weg tem feito investimentos consistentes em inovação. E temos de entrar em novos mercados, o tempo todo. A gente avança na China, nos EUA e no Brasil. E buscamos novos negócios, em energia eólica, solar e agora na gaseificação de lixo. Estamos também em mobilidade elétrica. E estamos entrando na indústria 4.0. Nossa visão é manter essa jornada, sem projetos mirabolantes. Queremos ser protagonistas da indústria 4.0 no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENERGIA DEMAIS?

Curtailment muda o jogo: Engie Brasil (EGIE3) reduz investimentos em renováveis e prevê consolidação do setor

23 de janeiro de 2026 - 14:00

Cortes na geração de energia pelo ONS afetam planos e impulsionam concentração no mercado de renováveis, segundo diretor da companhia; confira a entrevista completa com Guilherme Ferrari

O FUTURO ESTÁ PRÓXIMO

Todo mundo vai ter um? Elon Musk promete comercializar robôs humanoides até 2027

23 de janeiro de 2026 - 11:15

Optimus já trabalha em fábricas da Tesla, reaproveita a IA dos carros da marca e pode virar o próximo produto de massa do bilionário

PODE TER PREJUÍZO

Banco Central pede que BRB provisione R$ 2,6 bilhões para perdas, após compras de carteiras fraudadas do Master, diz jornal

23 de janeiro de 2026 - 11:04

Embora o BC não tenha detalhado os motivos, a data da reunião indica que a medida está ligada à compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Banco Master.

DÓLARES NO CAIXA

MRV (MRVE3) se desfaz de terrenos nos EUA por US$ 18,3 milhões; plano é chegar a US$ 800 milhões em vendas

23 de janeiro de 2026 - 10:35

A operação faz parte da revisão estratégica da Resia, que queimou caixa no último trimestre e busca vender determinados ativos até o fim deste ano

VÃO-SE OS ANÉIS...

ByteDance cede e livra TikTok do banimento nos EUA; o que ela precisou fazer?

23 de janeiro de 2026 - 9:53

Acordo com investidores americanos muda o controle dos dados, do algoritmo e encerra o risco de banimento do aplicativo nos EUA

ALÔ, ACIONISTA

União Pet (AUAU3) e Engie Brasil (EGIE3) detalham distribuição de quase R$ 325 milhões aos acionistas; confira as condições

22 de janeiro de 2026 - 20:27

União Pet pagará R$ 320,8 milhões, enquanto Engie Brasil conclui leilão de 72,5 mil ações que movimentou R$ 2,2 milhões

HORA DE LARGAR O OSSO?

Cade nega recurso da Petlove contra aprovação da fusão Petz-Cobasi; saiba o que acontece agora

22 de janeiro de 2026 - 19:49

Decisão encerra a disputa administrativa, mas mantém em aberto a fase de desinvestimento e monitoramento, que será determinante para o arquivamento definitivo do processo

ERROU NO LOOK

Citi rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta R$ 17 do preço-alvo; entenda por que a ação está fora de moda para os analistas

22 de janeiro de 2026 - 19:01

Banco reduz recomendação e preço-alvo da companhia, citando recuperação lenta e margens pressionadas, enquanto papéis subiram em dia de recorde do Ibovespa

UM DEGRAU POR ANO

Nubank (ROXO34) mira o topo: fintech assume o posto de 2ª maior instituição financeira do Brasil — e não pretende parar por aí

22 de janeiro de 2026 - 17:19

Depois de subir uma posição por ano no ranking, a fintech do cartão roxo conquistou medalha de prata na disputa por número de clientes

GANHANDO ALTITUDE

Embraer (EMBJ3) pode voar mais alto: Safra turbina projeções e revela se é hora de comprar

22 de janeiro de 2026 - 16:01

Os analistas elevaram o preço-alvo da ação EMBJ3 para US$ 92 por ação até o fim de 2026. O que está por trás do otimismo?

VAREJO

Amazon aposta no varejo físico e anuncia megaloja para disputar espaço com Walmart e Target

22 de janeiro de 2026 - 15:31

Com 21 mil m², a nova unidade da Amazon nos arredores de Chicago mistura supermercado, varejo e logística 

SACOLA PREMIUM

De Zara a Shein, Brasil é um dos países mais caros para roupas; veja por que BTG prefere ações da Vivara (VIVA3) e da Track&Field (TFCO4) para ir às compras 

22 de janeiro de 2026 - 14:07

Relatório com o Índice Zara do banco apresentou as expectativas para as varejistas de moda em 2026; marcas voltadas para as classes mais baixas devem continuar sofrendo com o baixo poder de compra da população

QUEM PAGA A CONTA

Crise no Master e no will bank vai bater no caixa dos bancões? FGC deve antecipar contribuições para recompor o fundo

22 de janeiro de 2026 - 12:21

A conta da crise do Master não ficou só com o investidor: FGC avalia medidas para reforçar o caixa

CELEBRIDADES

Não foram só Huck e Vini Jr: Pabllo Vittar, Whindersson Nunes e outras personalidades associaram imagem ao Will Bank

22 de janeiro de 2026 - 12:18

Instituição apostou em entretenimento, TV aberta e celebridades para crescer rápido, mas acabou liquidada após colapso do Banco Master

FORA DE CIRCULAÇÃO?

Anvisa manda recolher um dos chocolates mais tradicionais do Brasil por erro que pode afetar pessoas alérgicas

22 de janeiro de 2026 - 11:07

Anvisa determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka após identificar erro na embalagem que omite a informação sobre a presença de glúten

ENTENDA

JBS (JBSS32) quer dobrar aposta na Arábia Saudita e não é a primeira a pisar no acelerador por lá. Por que esse mercado é tão importante?

22 de janeiro de 2026 - 11:05

A companhia quer dobrar a produção em fábrica nova no país, em um movimento que acompanha a estratégia saudita de reduzir importações e já atraiu investimentos fortes de concorrentes como a MBRF

SEM DANÇA DAS CADEIRAS

Sabesp (SBSP3) conclui compra da Emae, mas não coloca reorganização societária nos planos

22 de janeiro de 2026 - 10:29

A conclusão da operação ocorre após a Sabesp obter, na terça-feira (20), as aprovações do Cade e da Aneel

ALTA PERFORMANCE

Smart Fit (SMFT3) ainda pode subir 40%, e o BTG explica por que é uma das ações mais promissoras da América Latina

21 de janeiro de 2026 - 19:31

Banco revisa preço-alvo para R$ 30, mas reforça confiança na trajetória de crescimento acelerado da companhia nos próximos anos

NA MIRA DO REGULADOR

Quem liderou a fraude na Americanas (AMER3)? CVM elege o principal ‘culpado’, diz jornal

21 de janeiro de 2026 - 19:17

Segundo O Globo, a Superintendência de Processos Sancionadores da CVM concluiu que o ex-CEO, Miguel Gutierrez, foi o responsável pela fraude na varejista; entenda

CHUVA DE PROVENTOS?

Axia Energia (AXIA5) pode turbinar dividendos em meio a alta dos preços de energia, diz BBI. Vale a pena comprar a ação?

21 de janeiro de 2026 - 18:44

O banco revisou para cima as estimativas de preços de energia devido à escassez de chuvas. Mas o que isso significa para a Axia Energia?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar