Se beber não invista
Se o pregão de hoje na bolsa virasse filme, o título bem que poderia ser o da newsletter de hoje. Quem esperava ver o Ibovespa renovar recordes depois da aprovação do texto-base da reforma da Previdência, e com direito a “goleada” de 379 a 131 votos, certamente ficou decepcionado. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS […]

Se o pregão de hoje na bolsa virasse filme, o título bem que poderia ser o da newsletter de hoje. Quem esperava ver o Ibovespa renovar recordes depois da aprovação do texto-base da reforma da Previdência, e com direito a “goleada” de 379 a 131 votos, certamente ficou decepcionado.
Mas isso não significa que o mercado não tenha gostado do resultado. Ao contrário. Depois de quase seis meses sem falar em outro assunto – sem contar toda a tramitação anterior do finado projeto do governo Temer – a aprovação foi bastante celebrada pela turma dos grandes investidores, tanto aqui como no exterior.
Então por que a bolsa caiu hoje? Em dias assim, os operadores no mercado costumam enumerar vários fatores para justificar a queda das ações. O mais citado é aquele famoso “subiu no boato e caiu no fato”.
Ou seja, assim que se formou um consenso de que a Previdência seria mesmo aprovada, os investidores se guiaram pelo “calendário Maia” e foram às compras nos pregões que antecederam a votação no plenário.
Outro fator de preocupação foi com a votação dos destaques, que podem desidratar o projeto aprovado ontem à noite. Mais uma vez, a Câmara discute o assunto no exato momento em que eu escrevo para você.
São todas justificativas válidas, mas eu diria que os investidores hoje foram movidos muito mais por um clima de ressaca do que por qualquer outro fundamento.
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Nesse cenário, e diante da forte alta da bolsa nos últimos dias, nada mais saudável do que vender uma parte de suas posições e colocar algum dinheiro no bolso. É o que, no jargão do mercado, é chamado de “realizar o lucro”. Os detalhes do “day after” da reforma e os reflexos na bolsa e no câmbio você confere na cobertura do Victor Aguiar.

#VaiQueVai
De olho na aprovação da Previdência, as corretoras ligadas aos bancões já começaram a se mexer. O Bradesco BBI e o Bank of America Merrill Lynch inclusive recalibraram suas projeções para o potencial de alta do Ibovespa. Para um deles, o índice pode alcançar 120 mil pontos no fim do ano. O Eduardo Campos teve acesso aos relatórios e conta para você as ações preferidas dos bancos diante desse novo ciclo esperado a partir da reforma.
A grande virada
Quem acompanhou de perto o inferno astral vivido pela Petrobras durante a operação Lava Jato deve ter imaginado que a estatal jamais superaria os escândalos de corrupção e as gestões desastrosas do passado. Mas para o banco americano Goldman Sachs o pior para a empresa ficou para trás. Os analistas retomaram a cobertura das ações e estão bastante otimistas com os resultados que a companhia deve entregar daqui para frente. Quer saber qual o potencial de alta dos papéis na bolsa? Então confira nesta matéria que eu escrevi.
Pagode paulista
A história da privatização da Sabesp parece mais um frevo que hora vai, hora não vai, como diria Luiz Gonzaga. As ações da estatal paulista de saneamento estiveram entre os principais destaques hoje depois que o governador João Doria voltou a falar sobre a possibilidade de venda do controle da companhia, que pode render bilhões aos cofres do Estado. Mas a decisão não está unicamente nas mãos do tucano e depende também do Congresso Nacional, como você confere nesta matéria.
Só acaba quando termina
À primeira vista, a aprovação da reforma da Previdência representou uma grande vitória para o governo e uma derrota acachapante para a oposição. Mas a votação apenas mostrou que a Câmara dos Deputados hoje se move graças ao chamado Centrão. A desarticulação na hora de apreciar os destaques ao texto-base foi apenas uma amostra de que o caminho para o projeto ainda pode ser tortuoso e ainda não chegou ao fim. Vale a pena a leitura da análise que o Edu Campos fez sobre o jogo de forças em Brasília.
Fica, vai ter bolo
Depois de um longo inverno, o mercado de ofertas de ações parece que enfim despertou. No primeiro semestre, o volume atingiu o maior patamar desde 2002. Segundo a Anbima, foram R$ 29,3 bilhões em operações no período. Esse número é importante porque o mercado de capitais é uma importante fonte de financiamento de longo prazo para as empresas. Mas é sempre bom ponderar que essa atividade toda teve uma boa ajuda do governo. Entenda a razão nesta reportagem da Bruna Furlani.
Quem é que sobe?
Depois dos sucessivos recordes históricos batidos pelos principais índices da bolsa do Brasil e dos Estados Unidos, o nosso colunista Fausto Botelho dedicou o vídeo de hoje para entender esse movimento. Será que as bolsas estão no limite ou ainda têm espaço para subir mais? Mas ele não parou por aí e também falou sobre algumas ações como Itaú, Santander e Vale e finalizou nos contando sobre as perspectivas para algumas criptomoedas como o Ethereum e o Litecoin.
Uma ótima noite para você!
Aquele abraço.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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