A multiplicação dos pães (de hambúrguer)
Ações do Burger King caíram forte na B3 com a venda de papéis por fundos. Na política, o Parlamento britânico rejeitou (de novo) um acordo para o Brexit

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Durante vários anos como repórter eu acompanhei de perto o mercado de fundos de “private equity”, que compram participações em empresas com o objetivo de vendê-las com (muito) lucro no futuro.
Como as companhias em geral são de capital fechado, o risco desse tipo de investimento é bem maior do que a simples compra de ações na bolsa, por exemplo. Mas quando os fundos acertam uma tacada, costumam dar um retorno equivalente a várias vezes o valor inicial investido.
O investimento no Burger King Brasil está entre as boas tacadas da safra recente de investimentos dos fundos de private equity. Desde 2011, quando recebeu o primeiro aporte, a empresa que opera os restaurantes da rede de fast food americana multiplicou por oito o número de restaurantes da marca no país.
Com o crescimento, a companhia não só conseguiu driblar a crise que abateu a economia brasileira como ainda abriu o capital na B3 em dezembro de 2017.
Depois da multiplicação dos pães de hambúrguer, os três fundos que investiram na rede se preparam para vender mais um pedaço de suas participações na rede em uma nova oferta de ações. A operação será realizada bem ao estilo “fast food”, em uma emissão que dispensa o registro na CVM.
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Embora a saída dos fundos seja parte do ciclo natural desse tipo de investidor, a notícia pegou mal para as ações do Burger King hoje na bolsa. Nesta matéria que eu escrevi você fica sabendo mais sobre a oferta e se a queda dos papéis pode representar uma oportunidade de compra.

Dinheiro no bolso
Hoje a bolsa teve aquele típico dia em que os analistas costumam chamar de “realização de lucros”. Em português claro, trata-se de vender as ações para colocar no bolso parte dos lucros recentes. Trata-se de um movimento mais do que esperado depois do salto de quase 3% do Ibovespa ontem. O pessoal do mercado continua de olho na movimentação do Congresso na tramitação da reforma da Previdência, mas o noticiário corporativo também rendeu hoje. Na nossa cobertura de mercados você fica sabendo todos os detalhes do pregão.
[captacao]
Dia 70 - Não tem como fugir
O presidente Jair Bolsonaro é político de carreira e sabe que não tem como fugir das emendas impositivas e nomeações para cargos políticos. Como disse o ex-senador e ex-líder de quatro governos, Romero Jucá, em entrevista à “Folha de S.Paulo”, o... (leia mais)
Para gringo ver (e comprar)
A Petrobras voltou hoje ao mercado de capitais internacional com uma captação de títulos de dívida (bônus). Os recursos levantados no programa serão usados para recomprar papéis com vencimento entre 2021 e 2025. Ou seja, a estatal vai usar a nova emissão para melhorar o perfil de sua dívida em moeda estrangeira. Você confere os detalhes sobre a nova operação da Petrobras nesta matéria.
Um Band-Aid pequeno demais
Que a mudança no discurso de Bolsonaro sobre a Previdência e a instalação da CCJ na Câmara trouxeram maior otimismo aos investidores, disso ninguém duvida. O problema é que a bolha no calcanhar do governo é muito maior do que o Band-Aid colocado para protegê-la. Traduzindo para você: parte do mercado ainda está reticente em relação à força que o governo terá com relação às pautas econômicas, como você pode ler na análise da nossa colunista Angela Bittencourt.
Por uma relação sem conflitos
O crescimento das plataformas de investimento independentes dos bancões sem dúvida é benéfico para todo o mercado. Mas talvez um dos grandes equívocos dos investidores hoje seja acreditar que essa nova relação está livre de conflitos de interesse. Para descobrir se o seu assessor de investimentos não passa apenas de uma “versão repaginada” do velho gerente de banco, o Felipe Miranda escreveu este pequeno (e imperdível) guia em sua coluna de hoje.
E agora, May?
A premiê do Reino Unido, Theresa May, teve mais um dia daqueles no parlamento nacional. A Casa voltou a rejeitar uma proposta de acordo para o Brexit, e dessa vez por uma margem maior do que na votação anterior. Agora, o país corre o risco de se divorciar da União Europeia de uma forma trágica. Os próximos capítulos dessa novela você confere nesta reportagem.
INSTABILIDADE
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