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Marina Gazzoni
O melhor do Seu Dinheiro
Marina Gazzoni
Os 90 anos da crise de 1929
2019-10-25T11:35:18-03:00
Tudo o que vai mexer com o seu dinheiro hoje

Todo mundo é liberal até bater no seu quintal…

25 de outubro de 2019
10:07 - atualizado às 11:35
O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

O crash da bolsa de Nova York em 1929, que completou 90 anos ontem, foi só o estopim de uma crise que o seguiu e ficou conhecida como Grande Depressão. Famílias perderam o dinheiro que tinham e que não tinham na bolsa. E, quando digo que não tinham, é que porque pegavam empréstimos para comprar ações. Como o dinheiro derreteu na bolsa, também não pagaram os bancos. E foi uma quebradeira sem fim. Só em 1933 cerca de 4 mil bancos quebraram nos Estados Unidos.

Já falei sobre isso na época dos balanços de bancos, mas se tem uma coisa ruim para uma economia é um banco com prejuízo. Quem dirá uma quebradeira em série. Os Estados Unidos perderam 45% do seu PIB entre 1929 e 1933 e o índice de desemprego chegou a 25%. Se não acredita, dá uma olhada na foto abaixo de uma fila para distribuir comida nos anos 30.

Crise de 1929 - fila de comida
Uma fila de distribuição de comida em Nova York durante a Grande Depressão dos anos 30 - Imagem: Shutterstock

Naquela época, a visão era de que a economia se autorregula. Ou seja, deixa quebrar. Mas, é aquela coisa, todo mundo é liberal até a crise bater no seu quintal. Nem os Estados Unidos aguentaram por muito tempo e recorreram sim à intervenção do governo para se reerguer.

Na última reportagem da série especial do Seu Dinheiro, o Victor Aguiar conta qual foi o plano dos EUA para sair da crise. Se você não leu as reportagens anteriores, aqui está o link da série completa.

Se quiser saber ainda mais sobre a crise de 1929, recomendo fortemente a leitura do livro “1929:  Quebra da Bolsa de Nova York”, do nosso colunista Ivan Sant’Anna. Receba seu exemplar aqui.

Balanços agitam novamente os mercados

O mercado financeiro faz as contas e tenta captar o quadro desenhado para a economia a partir dos balanços financeiros das empresas. A dúvida é se os preços dos ativos de risco refletem as expectativas para o crescimento econômico e o desempenho corporativo.

Por aqui, os números de Petrobras e Vale agitam a bolsa. Uma semana depois de animar investidores com o anúncio de uma forte produção no trimestre, a estatal divulgou um lucro de R$ 9 bilhões no período - superando a expectativa de analistas. O resultado invejável foi impulsionado também pelos recursos da venda da participação na BR Distribuidora. A petroleira ainda deu mais motivos para seu acionista sextar. 

Já a Vale, depois de reportar perdas colossais por dois trimestres seguidos, indicou uma reversão de tendência. A mineradora, que vinha sendo penalizada pelo rompimento de uma barragem de Brumadinho, lucrou US$ 1,65 bilhão. A gigante também foi ajudada pelo cenário externo, como você confere nesta matéria do Victor Aguiar.

Lá fora, os balanços da última semana têm excedido as expectativas de analistas. Em Wall Street, os demonstrativos de Microsoft, Amazon, 3M e Twitter deixam os índices futuros das bolsas na linha d’água, sem um viés único. Na Europa, as principais bolsas da região também oscilam entre leves altas e baixas. Na Ásia, Tóquio e Xangai subiram, enquanto Hong Kong caiu.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,52%, aos 106.986 pontos. O dólar à vista terminou o dia em alta de 0,29%, a R$ 4,0446. Consulte a Bula do Mercado para saber o que deve mexer com bolsa e dólar hoje.

Debutantes de outubro

Finalmente os IPOs de C&A e Banco BMG saíram do papel ontem. A dupla de novatas na bolsa conseguiu arrecadar R$ 1,6 bilhão cada uma dos investidores. O BMG vendeu suas ações no menor valor indicado, por R$11,60, em uma faixa que variava até R$ 13,40. A varejista acompanhou o ritmo do banco e também vendeu no preço mínimo indicado, de R$16,50. O debute da C&A e BMG acontece na segunda-feira (28). Saiba mais.

Sobe mais, sobe mais um pouquinho?

Depois de romper sucessivamente o topo histórico, o caminho do Ibovespa pode não ser o de alta permanente... Não sou eu quem está falando, mas os gráficos. Quem explica tim tim por tim tim essa história é o nosso colunista Fausto Botelho, um dos maiores especialistas em análise técnica no país. Em seu vídeo mais recente , ele também indica 30 ações para ficar de olho - entre elas a de uma empresa de concessão de infraestrutura, uma marca de vestuário e uma companhia do setor de educação.

Pelas curvas da estrada de juros

Capa do vídeo sobre abertura e fechamento da curva de juros

No vídeo desta semana, Julia Wiltgen desvenda o enigma da curva de juros. Você certamente já ouviu algum economista falando em abertura ou fechamento da curva de juros. A Julia explica o que exatamente se passa nessa estrada e por que isso tem tudo a ver com o seu bolso. Essa curva mexe com os preços de ações, títulos públicos e fundos imobiliários. Quer saber mais? É só dar o play.

Tá tranquilo, tá favorável…

O BTG Pactual vislumbra um quadro favorável para a economia do Brasil. Com a inflação sob controle e a reforma da Previdência aprovada no Senado, há espaço para novas reduções na taxa básica de juros. Na visão do banco, a taxa pode ir a 4% ao ano. Quem analisou o relatório do banco e traz mais detalhes sobre a questão é o Eduardo Campos.

Do fundo para o bolso

A antecipação do calendário de saques do FGTS deve beneficiar hoje os nascidos em fevereiro e março. A expectativa do governo é que os valores ajudem a dar um gás na economia ainda neste ano. Quem precisa de dinheiro, agradece. Confira como vai funcionar o serviço da Caixa Econômica. 

Um grande abraço e ótima sexta-feira!

Agenda

Indicadores
- Banco Central divulga nota de política monetária e operações de crédito de setembro

Balanços do 3º trimestre
- No Brasil: Ambev, Usiminas e Eletropaulo
- No exterior: Barclays, AB Inbev, Glencore e Renault
- Teleconferências: Petrobras, Vale e Ambev

Política
- Jair Bolsonaro conclui visita oficial à China

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