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Prévia do PIB

Atividade tem variação positiva em novembro, mas nada empolgante

Índice do Banco Central teve alta de 0,29% no mês e sobe 1,44% no acumulado em 12 meses

Atividade fraca
Imagem: Shutterstock

O Banco Central (BC) tem alertado que a debilidade da atividade econômica pode levar a inflação a ficar abaixo do esperado e esse risco segue presente, já que os indicadores de alta frequência continuam sugerindo crescimento moderado no fim do ano passado, o que tem impacto, também sobre 2019.

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Esse crescimento abaixo do potencial e expectativas de inflação ancoradas nas metas garantem a estabilidade da Selic em 6,5% ao ano por longo período. Notícia positiva para os ativos de risco, como Bolsa de Valores e Fundos Imobiliários.

O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) teve alta de 0,29% em novembro, após marcar estabilidade em outubro. Considerando a variação em 12 meses, que é menos volátil em função das revisões constantes da base de dados, o avanço é de 1,44%, menor que o 1,54% registrado em outubro. A leitura mensal ficou pouco acima da mediana das projeções da “Broadcast” de alta de 0,20%.

Fazendo um exercício preditivo, se o IBC-Br ficar estável em dezembro, o crescimento do quarto trimestre em comparação com o terceiro será de apenas 0,3%, em comparação com avanço de 1,8% no terceiro quarto. No ano, o crescimento ficaria ao redor de 1,1%.

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Outros riscos acompanhados pelo BC são o andamento da agenda de reformas, notadamente a da Previdência, e os desenvolvimentos do mercado externo. Riscos que recuaram, segundo o BC, mas que ainda têm maior no seu balanço de riscos para a inflação.

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Desde o fim do ano passado, alguns agentes de mercado discutem a possibilidade de o BC retomar o ciclo de cortes da Selic em função desse fraco ritmo de recuperação da atividade.

Mas, a postura do BC, por ora, é de “cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis”.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 6 de fevereiro, pode trazer novidades com relação ao tema. Atenção para as projeções de inflação que serão feitas com um dólar mais baixo que o visto em dezembro do ano passado.

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Com Selic a 6,5% e dólar a R$ 3,85, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia 2019 e 2020 ao redor de 4%. A meta para este ano é de 4,25% recuando para 4% no ano que vem. Em 2018, o IPCA fechou a 3,75%, contra meta de 4,5%.

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