Depois de ano desafiador, lucro das aéreas em 2020 deve crescer 13,1%, diz Iata
Com o menor preço do petróleo, a conta de combustível das aéreas em 2020 deverá ser de US$ 182 bilhões, 22,1% das despesas, contra US$ 188 bilhões em 2019, o que correspondeu a 23,7% das despesas no ano.

Sustentada pela redução dos custos de combustível e aparada em uma melhora na economia global, a indústria aérea mundial deve apresentar um lucro de US$ 29,3 bilhões em 2020, crescimento de 13,1% ante o lucro de US$ 25,9 bilhões projetado para o encerramento de 2019. Mas os dados divulgados nesta quarta-feira, 11, pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), mostram um cenário ainda desafiador para as aéreas, uma vez que se trata de um crescimento sobre um ano considerado fraco.
A tensão comercial entre os dois gigantes da economia global, China e Estados Unidos, contribuiu para a Iata a revisar suas estimativas para o lucro das aéreas em 2019, de US$ 28 bilhões para R$ 25,9 bilhões.
"Os resultados estão abaixo do pico de anos como 2015-2017", afirmou o economista chefe da Iata, Brian Pearce. Em sua apresentação, ele comentou que o comércio mundial deverá se recuperar em 2020. "A pressão do ano eleitoral nos Estados Unidos tem contribuído para reduzir as tensões comerciais", destacou.
Combustível
A Iata apontou que os custos com combustível em 2020 deverão recuar, sobretudo diante do cenário de oferta abundante de petróleo. "Projetamos que o barril brent terá preço médio de US$ 63 em 2020 (contra US$ 65 em 2019 e US$ 71,6 em 2018). O querosene de aviação também deve mostrar uma queda para uma média de US$ 75,6/barril contra US$ 77 em 2019", acrescentou Pearce.
Com o menor preço do petróleo, a conta de combustível das aéreas em 2020 deverá ser de US$ 182 bilhões, 22,1% das despesas, contra US$ 188 bilhões em 2019, o que correspondeu a 23,7% das despesas no ano.
Passageiros
A demanda por passageiros, medida em número de passageiros por quilômetro voado (RPK no jargão do setor), deve crescer 4,1% em 2020, na linha com o resultado de 2019, de alta de 4,2%. Na contramão, a capacidade medida em assentos disponíveis por quilômetro, ou ASKs, subiu 3,5% em 2019 e deve avançar 4,7% em 2020.
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Em 2019, o transporte de cargas recuou para 61,2 milhões de toneladas, de 63,3 milhões de toneladas em 2018. A estimativa da associação é de que o transporte de carga deva crescer 2% em 2020, para 62,4 milhões de toneladas. Mesmo diante da melhora, o resultado ainda está abaixo do registrado em 2018.
*O jornalista viaja a convite da Associação Internacional de Transporte Aéreo
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