Temporada de balanços continua
Resultados financeiros de Petrobras, Vale e Ambev agitam o Ibovespa, enquanto dólar busca “empurrão” do exterior para furar barreira de R$ 4,00

Os números de Petrobras e Vale conhecidos ontem à noite agitam a Bolsa brasileira hoje, juntamente com o balanço de Ambev e Usiminas, que saem logo cedo. Mas a renda variável pode continuar mostrando fôlego encurtado para seguir conquistando novos topos históricos, após a tímida realização da véspera.
Da mesma forma, o dólar pode encontrar dificuldade para furar a barreira de R$ 4,00. Tudo vai depender do “empurrãozinho” dos mercados no exterior. Afinal, passada a aprovação da reforma da Previdência no Congresso, os ativos domésticos têm poucos gatilhos locais de curto prazo capazes de esticar o recente rali.
Tanto aqui quanto lá fora, os investidores fazem as contas e tentam captar o quadro desenhado para a economia a partir dos balanços financeiros das empresas. A dúvida é se os preços dos ativos de risco refletem a atividade real e as expectativas para o crescimento econômico e o desempenho corporativo no cenário à frente.
Tudo isso em meio à indefinição sobre a data final para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), com o prazo podendo se estender até o fim de janeiro ou ocorrer novas eleições em dezembro, e às dúvidas quanto aos termos do acordo comercial de primeira fase entre Estados Unidos e China, que deve ser assinado no Chile no mês que vem.
Exterior busca direção
A ausência de notícias nesse front geopolítico deixou as bolsas da Ásia sem um rumo definido, com Tóquio e Xangai subindo, enquanto Hong Kong caiu. Com isso, o mercado se prepara para uma temporada de resultados mais fracos no quarto trimestre deste ano, em meio às preocupações com o impacto da guerra comercial no crescimento econômico.
Por ora, os balanços conhecidos na última semana têm excedido as expectativas modestas dos analistas. Em Wall Street, os demonstrativos da Microsoft, Amazon, 3M e Twitter deixam os índices futuros das bolsas na linha d’água, sem um viés único. Na Europa, as principais bolsas da região também oscilam entre leves altas e baixas.
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Nos demais mercado, o dólar perde terreno para as moedas de países emergentes e desenvolvidos, mas o petróleo não consegue tirar proveito e também cai. Já o minério de ferro avançou. Esse desempenho da moeda norte-americana e das commodities devem influenciar nos negócios locais.
O mercado doméstico também reage ao lucro líquido de R$ 9 bilhões da Petrobras no terceiro trimestre deste ano, alta de 36% em relação ao mesmo período de 2018. Na comparação com o trimestre anterior, houve queda de 51%. Já a Vale reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 6,5 bilhões no trimestre passado, +13,7% em base anual.
Dia de agenda fraca
Hoje, as duas companhias realizam teleconferência para comentar os números do balanço, às 10h. Já o calendário econômico está mais fraco, tanto no Brasil quanto no exterior. Por aqui, serão conhecidos o índice de confiança do comércio em outubro (8h) e os dados do Banco Central sobre as operações de crédito e a inadimplência em setembro (10h30). Já nos EUA, sai a leitura final da confiança do consumidor norte-americano neste mês (11h).
Entre os eventos de relevo, o presidente Jair Bolsonaro reúne-se com o presidente chinês, Xi Jinping. À noite, ele embarca para os Emirados Árabes Unidos.
FUTURO NEBULOSO
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