Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-10-15T14:00:03-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Próximos passos

Para Eduardo Guardia, reforma administrativa deve ser prioridade após Previdência

Segundo ele, a razão é que a reforma tributária envolve três esferas do governo (federação, Estados e municípios) e está mais relacionada à produtividade. Logo, é muito mais complexa, especialmente porque envolve vários grupos de interesse

15 de outubro de 2019
13:03 - atualizado às 14:00
Eduardo Guardia, ministro da Fazenda
Ex-ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. - Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

Com a experiência de quem já sentou na cadeira de ministro da Fazenda durante o governo Temer, o atual CEO da BTG Pactual Asset Management, Eduardo Guardia, disse que a próxima prioridade do governo deve ser a reforma administrativa, após a aprovação da Previdência.

Em um bate-papo feito com jornalistas nesta manhã (15), ele destacou que a razão é que a reforma tributária envolve três esferas do governo (federação, Estados e municípios) e está mais relacionada à produtividade. Logo, é muito mais complexa, especialmente porque envolve vários grupos de interesse.

"Não há um consenso sobre a reforma tributária. Ela não será neutra por definição entre os setores. A administrativa, por sua vez, é mais limitada a grupos de interesse porque atinge mais os servidores públicos. Por isso, se eu estivesse que escolher agora, eu iria primeiro com a reforma administrativa", destaca o CEO.

Guardia comentou ainda que a reforma da Previdência já está precificada e que espera a sua aprovação para que outros temas mais complexos sejam trazidos para a pauta do Congresso, já que ela seria apenas "uma condição para permanecer no jogo e reorganizar as finanças públicas".

O CEO pontuou ainda que nem mesmo as richas internas recentes entre integrantes do PSL podem afetar a sua aprovação.

4% é razoável para Selic

Já ao comentar sobre a redução na taxa de juros, o ex-ministro da Fazenda do governo Temer espera que a taxa básica de juros (Selic) fique entre 4,5% e 4% até o fim de 2020, mas ressaltou que 4% é um percentual viável.

Guardia disse ainda que esse será o principal fator que trará dinamismo a economia. Ele reforça o que vem sendo dito pelo mercado que de que a inflação está controlada, com expectativas ancoradas, ampla folga econômica e consolidação fiscal. Ontem (14) mesmo, o Itaú fez um movimento parecido e disse que a taxa de juros pode alcançar o patamar de 4% em 2020.

A mediana do mercado captada pelo Focus também mostra um juro básico em 4,75% no fim de 2019 e de 2020.

E isso consequente vai impactar na expectativa de crescimento para o PIB. Na visão de Guardia, o indicador também deve alcançar uma expansão em linha com o que aponta o mercado no Boletim Focus. Para ele, o PIB deve crescer 0,8% neste ano e no próximo a expectativa é de 2%.

"Hoje, a condução de política econômica é correta e o país trabalha na consolidação fiscal com corte de despesas, medidas constitucionais e diminuição do tamanho do Estado na economia", pontuou o ex-ministro da Fazenda.

Guardia disse também que espera um ambiente de negócios melhor, já que o país está se comprometendo com as coisas certas e que o "resultado disso será uma economia mais eficiente".

Mudança nos investimentos

Mesmo sem falar até onde a bolsa de valores pode ir neste ano, Guardia destacou que vê bastante potencial para uma valorização de ativos de renda variável, especialmente porque o custo da dívida ficará cada vez menor em um cenário de juros baixos. Com isso, as empresas ficarão menos endividadas e terão mais caixa livre para investir.

Outro ponto positivo é a questão de que as empresas estão trocando as dívidas no mercado externo pelo mercado interno, com prazos mais alongados, o que é um movimento bastante saudável para as companhias.

Ele comentou ainda que a queda da taxa de juros está forçando o banco a aumentar o seu leque de produtos. Mesmo sem comentar sobre possíveis lançamentos voltados para os investidores de varejo, ele disse apenas que está buscando oferecer cada vez mais oportunidades de fundos de infraestrutura e que está diversificando as opções do mercado imobiliário, com fundos de shoppings, lajes corporativas etc.

Investigações

Ao ser questionado sobre as recentes investigações envolvendo o BTG Pactual, Guardia disse que não houve impacto nos negócios do banco.

"O nosso cliente entendeu o que aconteceu. Estamos crescendo e vamos continuar crescendo. Não houve impacto no negócio. Comunicamos isso com os fatos relevantes", pontuou Guardia.

Ele reiterou que o BTG Pactual não era o administrador do fundo em questão e que não participava da decisão de investimento.

Entenda a investigação mais recente

No início deste mês, o Ministério Público Federal em São Paulo em conjunto com a Polícia Federal deflagraram operação "Estrela Cadente", que investiga vazamentos de resultados de reunião do Copom ocorridos entre os anos de 2010 e 2012.

A investigação apura o contexto de obtenção de vantagens ilícitas mútuas entre banqueiros e agentes públicos do alto escalão do governo federal da época. O favorecido seria um fundo de investimento administrado e não gerido pelo banco BTG Pactual chamado Fundo Bintang FIM.

De porte dessa informação, tal fundo teria obtido lucros extraordinários de dezenas de milhões de reais. O nome da operação é uma possível referência à palavra Bintang, que significa "estrela" em indonésio.

Após a divulgação da notícia, as units do BTG (BPAC11) despencaram na bolsa e chegaram a cair 10%.

Um pouco depois, as ações mais líquidas do banco diminuíram um pouco as perdas. No fim do pregão, as units do BTG terminaram o pregão do dia 3 deste mês cotadas em R$ 54,15, uma queda de 3,78%.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Ele está de volta?

Setores fazem pressão por volta do horário de verão

Criado com a finalidade de aproveitar o maior período de luz solar durante a época mais quente do ano, o horário de verão foi instituído no Brasil em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas e adotado em caráter permanente a partir de 2008.

MANOBRAS

Juiz põe no banco dos réus ex-gestores do banco Máxima por gestão fraudulenta

O Banco Máxima S.A. informa que seus atuais acionistas assumiram a administração do banco em 2018, após aprovação pelo Banco Central, e que os integrantes da antiga gestão não têm mais qualquer relação com a instituição financeira

Foguete? Tô fora!

Warren Buffet: o bilionário que não quer conhecer as estrelas

Enquanto Bezos, Musk e Branson protagonizam a nova corrida especial, o Oráculo de Omaha prefere apenas observar

O melhor do Seu Dinheiro

O seu momento Sherlock Holmes

Na adolescência, ouvia que quem buscasse por romance policial brasileiro deveria ler algo do Rubem Fonseca. Era uma vontade minha achar uma história desse gênero que fosse mais próxima da minha realidade — e o filtro nacionalidade me pareceu o mais adequado.  A ideia surgiu depois de ter conhecido parte das histórias criadas por Agatha […]

Mesa Quadrada

Comentarista da ESPN Paulo Antunes fala da sua paixão por futebol americano e experiência no mercado financeiro

Ele conta sobre suas aventuras na cobertura de futebol americano e basquete e ainda revela seus investimentos na Bolsa em novo episódio do podcast Mesa Quadrada

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies