Pão de Açúcar tem alta de 217% no lucro em segmento alimentar
Esse é o primeiro balanço que o grupo divulga depois de vender a sua fatia da Via Varejo; vendas totais alcançaram R$ 14,2 bilhões, com crescimento de 11,3%

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) divulgou nesta quarta-feira, 24, que teve um lucro líquido dos acionistas controladores no segmento alimentar de R$ 490 milhões, numa alta de 217,4%. O valor, após o IFRS 16, é referente ao segundo trimestre deste ano.
Esse é o primeiro balanço que o grupo divulga depois de vender a sua fatia da Via Varejo. Desde 2016 a companhia procurava por um comprador da sua parte na dona da Casas Bahia. Mas a operação só foi concretizada após o GPA receber uma proposta do empresário Michael Klein - filho do fundador da Casas Bahia.
Com a operação, a empresa agora deve priorizar o desenvolvimento do negócio alimentar. No trimestre, foram abertas 3 lojas do Assaí, totalizando 148 lojas da bandeira, e outras 12 lojas estão em processo de construção. Adicionalmente, foram concluídas 13 conversões de Extra Super para Mercado Extra, totalizando 43 lojas da bandeira.
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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado no segmento alimentar somou R$ 888 milhões, um avanço de 0,9%. A margem Ebitda ajustada ficou 6,8%, significando uma queda de 0,7 ponto porcentual. Já a margem bruta recuou 1,4 ponto porcentual, para 21,6%.
Desafio do consumo e queda da inflação
As vendas totais alcançaram R$ 14,2 bilhões, com crescimento de 11,3%. A empresa destacou que "manteve a boa tendência dos últimos trimestres, mesmo diante dos desafios do ambiente de consumo e da queda da inflação ao longo do segundo trimestre".
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As despesas com vendas, gerais e administrativas avançaram 6,3% no segundo trimestre na comparação anual, representando 15,2% da receita líquida - uma melhora 0,7 ponto porcentual.
O resultado financeiro líquido da companhia ficou negativo em R$ 280 milhões no segundo trimestre, ante desempenho também negativo do mesmo período do ano passado, de R$ 277 milhões.
A relação entre a dívida líquida e o Ebitda da companhia ficou negativa em 0,47 vez. "A dívida líquida ajustada pelo saldo de recebíveis não antecipados totalizou R$ 1,3 bilhão, redução de 45,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente em razão da conclusão da alienação da participação da Via Varejo", destacou a empresa.
Os investimentos no segmento alimentar totalizaram R$ 510 milhões, alta de 54,8%, "em função de uma maior dispersão de abertura de lojas ao longo do ano".
*Com Estadão Conteúdo
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