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2019-12-09T18:38:53-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
OLHO NAS COTAÇÕES

BTG Pactual eleva preço-alvo das ações de Lojas Americanas e B2W após Investor Day

No caso das Lojas Americanas, a previsão de alta é de 54,2% em relação ao fechamento da última sexta-feira. Já no caso da B2W, a valorização seria de 20,5%

9 de dezembro de 2019
14:52 - atualizado às 18:38
Americanas.com
Imagem: Shutterstock

Depois de um certo suspense, o tradicional evento voltado para os investidores das Lojas Americanas (LAME4) e da B2W (BTOW3), que é dona do Submarino e da Americanas.com, surpreendeu positivamente quem estava na plateia.

Não é à toa que o BTG Pactual decidiu aumentar o preço-alvo em 12 meses das ações das duas companhias. Em relatório divulgado nesta segunda (9) a clientes, os analistas Luiz Guanais e Gabriel Savi elevaram o preço-alvo das Lojas Americanas (LAME4) de R$ 23 para R$ 28. O novo preço-alvo representa um potencial de valorização de 54,2% em relação ao fechamento da última sexta-feira (6).

Em sua justificativa, os analistas disseram a nova projeção reflete os 7% de taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) na área de vendas e uma média de expansão de vendas em mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) de 7,3% até 2025.

Já para os papéis da B2W (BTOW3), a valorização esperada é um pouco menor. No documento, os analistas elevaram o preço-alvo em 12 meses de R$ 53 para R$ 74. Com isso, eles preveem uma valorização de 20,5% para as ações em relação ao preço de fechamento do último pregão da semana passada.

Guanais e Savi destacaram que a atualização do preço-alvo dos papéis da B2W é fruto do crescimento maior da companhia ao unir o e-commerce, com uma plataforma que apresenta em um só lugar lojas de vários segmentos (marketplace) e uma parte de serviços digitais (modelo 3P).

Além disso, eles pontuaram que a empresa deve ver um aumento gradual nas suas margens e que a taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) do volume bruto das mercadorias (GMV, na sigla em inglês) deve ficar em 27% nos próximos sete anos.

Os papéis ordinários da B2W fecharam o pregão de hoje em queda de 1,11%, cotados em R$ 60,73. Já as ações preferenciais da Lojas Americanas fecharam negociadas a R$ 25,07, uma alta de 1,62%.

De olho no Investor Day

Os analistas se mostraram bastante animados com as novidades apresentadas durante o Investor Day das empresas, que ocorreu na sexta-feira passada (6) no Rio de Janeiro.

Entre as estratégias anunciadas e que receberam destaque dos analistas estão: a parceria entre a AME e o Banco do Brasil para oferecer um cartão de crédito; a criação de sete novos centros de distribuição até 2022; parceria com a Stone para que as maquininhas portáteis da adquirente passem a aceitar a tecnologia da AME digital de QR Code.

Outros pontos que também chamaram a atenção de Guanais e Savi foram o lançamento do Ame Pro - que é uma plataforma mobile de gestão e vendas para pequenos e médios varejistas, além da abertura de um escritório na China para se aproximar dos fornecedores locais, antecipar tendências etc.

Além dos temas anunciados, as companhias apresentaram os seus três maiores alvos para o próximo ano. No caso das Lojas Americanas, a empresa espera aumentar a receita bruta em 40% até 2022, o que representa uma alta de 8% em relação aos números previstos anteriormente.

Na visão dos especialistas, isso implicaria em uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 12% durante o período.

Já no caso da B2W, a companhia mencionou que deseja fazer com que o volume bruto de mercadorias (GMV) chegue a R$ 44 bilhões até 2022.

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