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Projeções para 2019

Maior lucro do Banco Central pode dar aquele ‘empurrãozinho’ para o governo buscar a regra de ouro

Projeção oficial do Tesouro para o ano que vem é de um rombo de R$ 260,5 bilhões na famosa conta

Planejamento estima que terá um colchão de R$ 151,3 bilhões em fontes de recursos para reduzir o romboImagem: Shutterstock

Apesar de esperar um novo rombo fiscal em 2019, o governo estima que chegará um pouco mais perto da chamada "regra de ouro" do Orçamento. Essa métrica impede a emissão de títulos da dívida para bancar despesas correntes como salários. Segundo o Ministério do Planejamento, o déficit será de R$ 109,2 bilhões.

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Mesmo com um déficit menor, o governo precisará de uma autorização do Congresso Nacional para aprovar um crédito suplementar maior, de R$ 258,2 bilhões. Segundo o Planejamento, essa conta leva em consideração uma exigência da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019.

Despesas com benefícios previdenciários, assistenciais e com o Bolsa Família foram parcialmente condicionadas à aprovação do crédito porque essa é a única maneira de permitir que gastos correntes sejam bancados com emissão de dívida. Sem isso, haveria violação da norma prevista na Constituição, o que seria crime de responsabilidade, passível de impeachment.

A projeção oficial do Tesouro é de um rombo de R$ 260,5 bilhões na regra de ouro no ano que vem. A necessidade efetiva, porém, caiu graças principalmente ao uso do lucro do Banco Central obtido no primeiro semestre deste ano. O Planejamento estima que terá um colchão de R$ 151,3 bilhões em fontes de recursos para reduzir a insuficiência na regra de ouro em 2019.

Para este ano, as medidas adotadas pelo governo levarão a uma margem de R$ 12,5 bilhões em relação à norma constitucional. Entre as iniciativas que colaboraram para sanar o rombo que havia para 2018 estão a devolução antecipada de recursos pelo BNDES e o saque de recursos do Fundo Soberano.

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*Com Estadão Conteúdo.

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