Guerra comercial: 5 gráficos que mostram como Trump virou os mercados de cabeça para baixo
Veja os gráficos que mostram o que aconteceu com dólar, petróleo, Ibovespa, Treasuries e mais diante da guerra comercial de Trump

Não há um dia desde a famosa quarta-feira (02), que ficou conhecida como O Dia da Libertação, em que o nome de Donald Trump não tenha aparecido em pelo menos uma manchete aqui no Seu Dinheiro.
E essa afirmação certamente vale para todos os outros veículos que cobrem economia e mercados no mundo todo.
- VEJA MAIS: ‘Efeito Trump’ na bolsa pode gerar oportunidades de investimento: conheça as melhores ações internacionais para comprar agora, segundo analista
Até porque, não tem quase ninguém que escape: praticamente todos os ativos estão sendo afetados pela guerra tarifária dos EUA. É reviravolta atrás de reviravolta.
Uma hora, as bolsas estão disparando. Na seguinte, desabam. A verdade é que, em meio a tantas notícias e reviravoltas, pode ser difícil para o investidor pessoa física se situar em meio ao caos.
Por isso, o Seu Dinheiro preparou esta reportagem para te mostrar como está o desempenho de alguns dos principais ativos do mundo desde o dia 02 de abril, quando a situação começou a se intensificar graças ao anúncio das tarifas adicionais para parceiros dos EUA.
Nós já fizemos um resumo sobre em que pé as coisas terminaram a última semana. E Nesta outra reportagem você confere como ficaram os índices de ações no mundo inteiro no mesmo período.
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Spoiler: Ibovespa foi um dos poucos índices no mundo que conseguiram terminar a sexta-feira (11) com alguma alta acumulada desde a segunda-feira (7).
Abaixo, logo antes do desempenho dos ativos, você encontra uma linha do tempo de acontecimentos para ajudar a se situar diante da tarifação. Caso não precise, basta pular.
Linha do tempo das tarifas a partir do Dia da Libertação
- 2 de abril de 2025: "Dia da Libertação":
O presidente Donald Trump anunciou um aumento significativo nas tarifas sobre importações chinesas, elevando a taxa total para 54%. Ele também estabeleceu uma alíquota mínima de 10% para todos os parceiros comerciais.
O Brasil ficou entre os países a receber a menor tarifação.
- 4 de abril de 2025
A China respondeu anunciando tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos americanos, com vigência a partir de 10 de abril. Os itens afetados incluíram automóveis, aviões e soja, que é a principal exportação agrícola dos EUA para a China.
- 7 de abril de 2025
O governo dos EUA anunciou novos planos para aumentar as tarifas sobre produtos chineses em até 50%, caso a China não suspendesse suas tarifas retaliatórias. A ameaça foi vista como uma tentativa de pressionar negociações.
- 9 de abril de 2025
A China retaliou com tarifas de 84% sobre produtos americanos. Em resposta, Trump aumentou as tarifas sobre importações chinesas para 125%. Nesta data, para o restante dos países, as tarifas foram pausadas por 90 dias.
- 10 de abril
A Casa Branca esclareceu que a taxa havia subido ainda mais, para 145%.
- 11 de abril de 2025
A China anunciou um aumento nas tarifas sobre todas as importações americanas, passando da taxa anterior de 84% para 125%, com vigência a partir do dia seguinte.
No fim do dia, o governo norte-americano suspendeu as tarifas para smartphones, computadores, chips e uma série de outros produtos.
O desempenho do dólar diante da guerra tarifária de Trump
A situação do dólar é certamente um dos temas que mais chama a atenção dos nossos leitores — e não é para menos: a moeda tem grande influência sobre a economia brasileira.
Desde o Dia da Libertação, a divisa passou por poucas e boas. No auge da tensão, a divisa chegou a romper brevemente os R$ 6, mas recuou nos dias seguintes, encerrando a última sexta-feira abaixo dos R$ 5,90.
Desde o dia 2 de abril de 2025, o dólar se valorizou 3,61% em relação ao real.
A seguir, você confere o gráfico com o desempenho do dólar frente ao real desde 1º de abril, na véspera do anúncio oficial das tarifas.
Desempenho do ouro
Diante de períodos de incerteza, o metal precioso é conhecido por ser um ativo de proteção. O gráfico mostra picos de alta nos dias de anúncios tarifários, seguidos por quedas devido à realização de lucros e ajustes de mercado.
A commodity chegou a atingir máximas históricas ao longo da última semana:
Treasuries norte-americanos de 10 anos
Os Treasuries são como são chamados os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, ou seja, títulos da dívida do governo norte-americano.
Em linhas gerais, os Treasuries são considerados o investimento mais seguro do mundo, pelo fato de o governo dos EUA nunca ter dado calote na história e ainda ser o emissor da moeda — no caso o dólar.
Em momentos de maior incerteza nos mercados, os Treasuries costumam ser usados pelos investidores como “porto seguro”, o que também influencia os yields (retornos).
Entre os títulos de médio e longo prazos, o rendimento de 10 anos é a referência do mercado, já que serve como parâmetro para as taxas de hipotecas e termômetro da confiança dos investidores.
Veja abaixo o desempenho desses títulos desde o Dia da Libertação:
Petróleo Brent diante do vai e vem de Trump
A commodity vem despencando nos mercados desde o Dia da Libertação, como é possível ver no gráfico abaixo.
Os preços por barril do Brent, referência internacional, refletem o temor de que as tarifas possam arrastar a economia global para uma recessão — o que, por sua vez, tenderia a reduzir a demanda pelo óleo.
O gráfico também reflete a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Países Aliados (Opep+) de aumentar a produção da commodity a partir de abril
Ibovespa
Abaixo, você confere o despenho de alguns outros ativos durante esta semana. Veja:
- Sete Magníficas:

- Desempenho dos índices globais:

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