Como Javier Milei colocou o FMI para ‘dançar tango’ e garantiu mais US$ 1 bilhão para os cofres da Argentina
Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)

Dizem que, para dançar um bom tango, são necessários dois — mas, na Argentina de Javier Milei, quem está ditando o ritmo é a Casa Rosada. Após apresentar uma coreografia de ajuste fiscal e reformas estruturais, o governo argentino convenceu o Fundo Monetário Internacional (FMI) a acompanhar seu passo.
O resultado dessa sintonia fina foi o anúncio de um acordo técnico para a segunda revisão do programa atual, que promete liberar um 'cachê' de US$ 1 bilhão para reforçar o caixa do país. O montante agora só depende do aval final do conselho executivo do FMI.
Enquanto o mercado observa atento cada movimento de Milei, o investidor brasileiro — que não tira o olho do vizinho pela proximidade e pelo custo das viagens — começa a se perguntar: será que a economia argentina finalmente encontrou o equilíbrio no salão?
Argentina com a lição de casa em dia
O avanço, segundo o FMI, é fruto de um "fortalecimento do ímpeto reformista". Milei e sua equipe econômica entregaram o que o mercado — e o Fundo — queriam ver:
- Orçamento de 2026: aprovado e com foco total no equilíbrio.
- Reformas críticas: aprovação de legislações estruturantes que dão suporte ao plano de governo.
- Ajustes monetários: mudanças no arcabouço cambial que já ajudam a recompor as reservas internacionais do país.
O objetivo desse pacote é claro: consolidar a desaceleração da inflação, garantir estabilidade externa e pavimentar o caminho para que a Argentina volte a acessar os mercados de forma sustentável.
O fio do bigode fiscal e monetário
No campo das contas públicas, a regra de ouro continua sendo o equilíbrio em caixa. A meta é um superávit primário de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina em 2026, sustentado por um controle rígido de gastos, sem deixar de lado a assistência social focalizada.
Leia Também
De Marte para a sua carteira: o que muda se Elon Musk juntar Tesla e SpaceX
Já na política monetária, nada de afrouxamento. O compromisso é manter as taxas de juros em patamares restritivos para garantir que a inflação continue perdendo fôlego.
Para o setor externo, a meta é ambiciosa: a Argentina projeta um aumento de pelo menos US$ 8 bilhões nas reservas ainda este ano, com o banco central mantendo o ritmo de compra de divisas.
Economia no azul, mas Lula não decola? Como percepção dos brasileiros pesa nas eleições
O histórico 'dança' a favor da Argentina
Vale lembrar que essa não é a primeira vez que Milei passa de ano com louvor nas provas do FMI.
Em agosto de 2025, na primeira revisão, a Argentina já havia garantido um desembolso de US$ 2 bilhões. Naquela ocasião, o Fundo elogiou a transição suave para um regime cambial mais flexível e a manutenção do crescimento econômico.
Além dos dólares do FMI, o plano de financiamento argentino para 2026 inclui emissões de dívida, venda de ativos e reformas estruturais para estimular o emprego formal e a produtividade.
*Com informações do Estadão Conteúdo
HUB PARA CASA
E agora, Elon Musk? O lançamento da Apple que faz a ação subir para a terceira maior alta em Nova York
13 de outubro de 2026 - 13:31EM XEQUE
iPhone com os dias contados? Como a Starlink de Elon Musk pode acabar com o império da Apple
12 de outubro de 2026 - 18:45VENCEDORES DA TEMPORADA
Empresas do S&P 500 devem lucrar 31% mais no 3T26 — e esses dois setores devem largar na frente
12 de outubro de 2026 - 16:31BIBLIOTECA BÁSICA
A regra milenar de ‘A Arte da Guerra’ que Warren Buffett usa para evitar derrotas na bolsa
12 de outubro de 2026 - 11:57UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM
O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês
10 de outubro de 2026 - 7:48A ÚLTIMA PERNADA
S&P 500 pode dar um sprint final até dezembro — mas investidor não deve ignorar uma pedra no caminho
9 de outubro de 2026 - 18:31PEGADINHA NORUEGUESA?
“Achei que fosse brincadeira”: quem é Navi Pillay, a vencedora do Nobel da Paz de 2026
9 de outubro de 2026 - 8:35OUSADIA PREMIADA
Canadense Anne Carson dá sopro de poesia ao Prêmio Nobel de Literatura
8 de outubro de 2026 - 8:49É SÓ O COMEÇO
O melhor está por vir para a TSMC após alta de 55% no ano. Entenda o que a Nvidia e Elon Musk têm a ver com o futuro das ações
7 de outubro de 2026 - 17:05SHERLOCKS DOS AMINOÁCIDOS
Mistério sobre a origem da vida: Nobel de Química premia dupla que resolveu enigma de mais de um século
7 de outubro de 2026 - 10:17ICECUBE
Telescópio instalado na Antártida ajuda a desvendar segredos do universo e rende Nobel a cientista belga
6 de outubro de 2026 - 8:38CONHECENDO MELHOR O CÉREBRO
Nobel de Medicina 2026: o que é a optogenética, técnica premiada que pode ajudar a tratar a cegueira
5 de outubro de 2026 - 13:39PASSADO, PRESENTE, FUTURO
Quem leva o Nobel de Economia em 2026? Índice aponta possíveis nomes ligados à inteligência artificial e Big Data
3 de outubro de 2026 - 7:14NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÃO
Henry Kissinger, o Nobel da Paz que tentou devolver o prêmio, mas não conseguiu
2 de outubro de 2026 - 15:05SEQUÊNCIA DE ERROS
Peter Handke: o vencedor do Prêmio Nobel que reabriu a pior crise da Academia Sueca
30 de setembro de 2026 - 16:32A MAIOR RECOMPRA DA HISTÓRIA
Jensen Huang coloca US$ 150 bilhões na mesa: por que as ações da Nvidia ficaram irresistíveis para a própria Nvidia
28 de setembro de 2026 - 19:18CONSUMIDOR OU SÓCIO
De R$ 96 mil a R$ 2,3 milhões: o que aconteceria se você tivesse trocado cada iPhone por ações da Apple
28 de setembro de 2026 - 14:30VISÃO DO GESTOR
Luis Stuhlberger está fazendo seguro em dólar e você também deveria; entenda
27 de setembro de 2026 - 11:00UM FENÔMENO, EFEITOS DIFERENTES
O Brasil no olho do furacão: o efeito do super El Niño em cada país da América Latina — e como afeta seus investimentos
25 de setembro de 2026 - 19:30ADIARAM A BRIGA?