Embraer (EMBJ3) entra no radar da FAA: agência dos EUA manda inspecionar jatos executivos após problema em testes
Regulador norte-americano encontrou inconsistências em verificações de segurança de aeronaves Phenom 300. O que isso significa?

Um dos jatos executivos mais bem-sucedidos da Embraer (EMBJ3) acaba de entrar no radar da autoridade de aviação dos Estados Unidos.
A Federal Aviation Administration (FAA), órgão responsável pela regulação da aviação civil norte-americana, determinou novas inspeções em determinados modelos do Phenom 300.
Segundo a agência, a decisão vem na esteira de possíveis resultados inválidos em testes fundamentais para a estabilidade e o controle do voo da aeronave.
A nova diretriz de aeronavegabilidade será publicada oficialmente na próxima segunda-feira (1º) no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial dos EUA, e entrará em vigor em 6 de julho.
Jatos da Embraer entram no radar do regulador
A agência estima que a medida atinja 41 jatos Phenom 300, da Embraer, registrados nos Estados Unidos.
Segundo a FAA, o problema não está relacionado a falhas operacionais registradas em voo, mas a procedimentos incorretos utilizados em testes de folga (backlash) realizados durante inspeções de algumas aeronaves.
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Na avaliação da agência, esses procedimentos podem ter produzido resultados inválidos, comprometendo a capacidade de identificar desgastes excessivos no sistema.
A preocupação é que eventuais folgas acima dos limites aceitáveis passem despercebidas. De acordo com a FAA, essa condição poderia gerar níveis excessivos de vibração na estrutura da aeronave e afetar o controle do jato.
"A folga excessiva pode resultar em um fenômeno aeroelástico, expondo a estrutura e os sistemas ao redor a níveis inaceitáveis de vibração e reduzindo a controlabilidade da aeronave", afirmou a agência, no documento.
O que a FAA exigirá dos operadores
A nova diretriz do regulador dos EUA determina que os operadores realizem inspeções nos estabilizadores horizontais esquerdo e direito das aeronaves afetadas.
Caso sejam identificadas não conformidades, poderão ser necessárias intervenções adicionais. segundo a FAA.
A agência estima que o custo inicial da inspeção seja de aproximadamente US$ 1.360 por aeronave da Embraer.
Caso todos os reparos previstos precisem ser executados, o desembolso pode chegar a cerca de US$ 14.950 por avião.
No entanto, a FAA avalia que parte ou até mesmo 100% desses custos poderá ser coberta pela garantia da fabricante, reduzindo o impacto financeiro para os operadores.
Medida tem foco preventivo
A decisão da FAA não significa necessariamente que as aeronaves da Embraer apresentem falhas em serviço, mas que a agência identificou uma condição que exige verificação e eventual correção para garantir a manutenção dos padrões de segurança exigidos pela regulação.
Segundo a agência, a medida busca evitar justamente o cenário em que folgas excessivas no estabilizador permaneçam sem identificação adequada.
"A condição insegura, se não for corrigida, pode resultar em níveis inaceitáveis de vibração e redução da controlabilidade da aeronave", disse a FAA.
Com a entrada em vigor da diretriz em julho, os operadores dos Phenom 300 afetados terão de seguir os procedimentos determinados pela autoridade americana para comprovar a integridade dos componentes e, se necessário, realizar os reparos exigidos.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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