Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

Com o possível retorno de empresas norte-americanas para a exploração de petróleo na Venezuela, as petroleiras brasileiras, como a Petrobras (PETR4), perdem espaço. Na primeira sessão após a invasão dos Estados Unidos na Venezuela — com o presidente Nicolás Maduro sequestrado e levado ao país —, as ações das petroleiras caem com força, mesmo com a alta do petróleo.
Isso porque, no médio e longo prazo, o mercado teme um aumento da oferta da commodity, já que o país sul-americano concentra cerca de 17% das reservas mundiais de petróleo.
Longe do setor de energia, quem se beneficia mesmo do aumento das incertezas é a Aura Minerals (AURA33), mineradora que foi destaque em 2025, com valorização superior a 200%, e que, nesta sessão, avança cerca de 6%. Por volta das 15h, a BDR da companhia subia 6,52%, negociada a R$ 95,61.
O movimento acompanha a disparada dos metais preciosos. O ouro renovou máximas históricas e, por volta das 9h (horário de Brasília), era negociado a US$ 4.428,75 por onça-troy, com alta de 2,29%. A prata, por sua vez, avançava 5,06%, cotada a US$ 74,62 por onça-troy.
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela. Há ainda o risco de novas incursões militares envolvendo Colômbia ou Cuba, possibilidade mencionada pelo próprio presidente Donald Trump.
Não custa lembrar que o metal acumulou alta de 64% no ano.
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Segundo o banco, a companhia atravessa um momento sólido de geração de caixa, sustentado pelo crescimento da produção — com dois novos ativos entrando no portfólio a partir de 2026 — e pelo patamar elevado dos preços do ouro.
Entre os principais pontos positivos destacados pelos analistas estão:
- história de crescimento visível, com expectativa de quase dobrar a produção nos próximos anos;
- exposição ao ouro, o que adiciona diversificação aos portfólios dos investidores;
- pagamento consistente de dividendos trimestrais, com rendimento estimado entre 7% e 9%;
- baixa alavancagem, com balanço patrimonial saudável;
- redução do risco operacional, à medida que a empresa diversifica sua base de ativos;
- avaliação descontada, com potencial relevante de reprecificação.
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