Desdobramentos da falência: B3 suspende negociações das ações Oi (OIBR3)
Segundo o último balanço da companhia, referente ao segundo trimestre, a empresa tinha 330 mil ações em circulação, entre ordinárias e preferenciais

A B3 anunciou a suspensão das negociações das ações da Oi (OIBR3;OIBR4) na bolsa brasileira na esteira da decisão da justiça de decretar a falência da companhia, que enfrentava seu segundo processo de recuperação judicial.
A operadora da bolsa brasileira informou que a interrupção segue as normas que permitem a paralisação de negócios para preservar a transparência e o bom funcionamento do mercado.
Na tela, o último horário de negociação dos papéis ordinários da Oi (OIBR3) foi às 14h17, quando registravam queda de 35,71%, a R$ 0,18, na menor cotação histórica. Já as ações preferenciais (OIBR4) foram negociadas até 14h49, com queda de 47,85%, a R$ 2,43.
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Segundo o último balanço da companhia, referente ao segundo trimestre (2T25), a empresa tinha 330 mil ações em circulação, entre ordinárias e preferenciais. Do total, 203,3 milhões eram negociadas no “free float” — ou seja, em livre circulação e disponíveis para negociação na bolsa de valores.
Falência da Oi
A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou no início da tarde desta segunda-feira (10) a falência da operadora de telecomunicações, que enfrentava seu segundo processo de recuperação judicial.
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A decisão foi assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que determinou a transformação da recuperação judicial em falência. “Não há mais surpresas quanto ao estado do grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida”, escreveu a magistrada.
A falência, porém, foi formalizada após a Gestão Judicial concluir que a empresa não possui condições de cumprir o plano de recuperação ou de honrar seus compromissos com credores e fornecedores. Houve ainda descumprimento de partes do seu plano de recuperação em andamento.
- Leia também: Tchau, Oi (OIBR3): como a empresa que já foi uma “supertele” sucumbiu à falência? A história por trás da ruína
“A despeito de todas as tentativas e esforços, não há mínima possibilidade de equacionamento entre o ativo e o passivo da empresa. Não há mínima viabilidade financeira no cumprimento das obrigações devidas pela Oi”, afirmou Chevrand.
Um dos pontos de atenção na possível falência são os serviços essenciais prestados pela companhia. De acordo com a determinação da juíza, as atividades serão continuadas provisoriamente até que outras empresas assumam os serviços — no caso do tráfego aéreo, por exemplo, foi passado para a Claro.
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