Por que a decepção com o táxi autônomo da Tesla de Elon Musk fez as ações da Uber dispararem
Investidores reagem à aposta arriscada da montadora, impulsionando ações das principais empresas de transporte dos Estados Unidos

A Tesla revelou na última quinta-feira (10) o protótipo do Cybercab, carro autônomo projetado para realizar serviços de táxi-robô sem intervenção humana. Mas o que poderia ser uma nova ameaça às rivais foi, na verdade, uma benção para as ações da Uber, que atualmente é a maior empresa de compartilhamento de viagens do mundo.
Nesta sexta-feira (11), as ações da Uber em Nova York operaram em forte alta. Por volta das 16h, os papéis da empresa de aplicativo de transporte subiam 11%, a US$ 86,55. No fechamento, a alta foi de 10,81%, a US$ 86,34. Lembrando que a empresa também possui BDRs negociados na bolsa brasileira, com o código “U1BE34”
O entusiasmo do mercado também contagiou as ações da Lyft, outra empresa de transporte de passageiros dos Estados Unidos, cujos papéis subiam quase 9%, a US$ 13,43.
O impulso nos papéis das rivais veio após a decepção dos investidores com a aposta da montadora do bilionário Elon Musk no setor de carros autônomos. No mesmo horário, os papéis da Tesla caíam forte na bolsa de Nova York, caindo 8,29%, a US$ 218,82. As ações fecharam em queda de 8,78%, a US$ 217,80.
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Por que o Cybercab da Tesla impulsionou as ações da Uber?
As ações da Uber chegaram a cair na bolsa pouco antes do lançamento do Cybercab. Isso porque uma das maiores oportunidades a serem exploradas pelo novo protótipo da Tesla lançado esta semana é justamente o mercado de aplicativos de transporte.
Durante o evento, Elon Musk ainda revelou mais uma novidade da montadora, a Robovan. O veículo elétrico foi pensado para transporte de passageiros e comporta até 20 pessoas.
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No entanto, após a apresentação dos lançamentos, os investidores da Uber renovaram o entusiasmo, uma vez que o mercado entendeu que o Cybercab não é exatamente uma ameaça para a Uber e a companhia pode avançar seus projetos de veículos autônomos.
Vale lembrar que a Uber já oferece corridas com carros sem motorista nos EUA desde 2023 em uma parceria com a Waymo, companhia de veículos autônomos da Alphabet.
Além disso, o burburinho em torno do tão aguardado Cybercab também se dissipou devido à falta de detalhes sobre os avanços tecnológicos da Tesla em direção autônoma.
A empresa também não explicou sobre como vai funcionar seu serviço de compartilhamento de viagens, entre outras expectativas dos investidores que não foram bem respondidas.
Para os analistas, a fabricante de carros elétricos de Elon Musk anunciou metas ambiciosas, mas poucos sinais de viabilidade, e esse foi o melhor resultado para a Uber.
Em outra análise, especialistas acreditam que, embora a Tesla pareça comprometida em desenvolver sua frota de robo-táxis sem fazer parcerias com plataformas de compartilhamento de viagens existentes, a montadora terá que analisar essa opção.
A Tesla “potencialmente subestima os obstáculos para dimensionar uma frota de robo-táxi” e pode ter dificuldades para dimensionar suas operações de frota sem oferecer acesso à demanda por meio da Uber e da Lyft”, afirma John Colantuoni, analista da Jefferies.
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*Com informações da CNBC
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