Adeus, Shark Tank? Justiça acata recuperação judicial da Polishop, de João Appolinário
Em meio a cobranças e ações de despejo, recuperação judicial protege a Polishop de seus credores por 180 dias

A cadeira de João Appolinário como um dos jurados do programa Shark Tank parece garantida para a próxima temporada. Já os credores da Polishop, fundada pelo empresário em 1999, vão ter que esperar um pouco para receber o que lhes é devido.
O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), aceitou na segunda-feira (20) o pedido de recuperação judicial da Polishop.
Na decisão, o juiz manteve a nomeação da Cabezón Administração Judicial como administradora judicial.
Na prática, ela vai fiscalizar as atividades do devedor e o cumprimento do plano de recuperação judicial.
A Polishop havia formulado o pedido de recuperação judicial no início de maio.
Procurada por meio de sua assessoria de imprensa para comentar o assunto, a empresa informou que não irá se manifestar no momento.
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Administradora da RJ da Polishop tem 15 dias para apresentar plano de trabalho
Segundo escreveu o juiz Oliveira Filho, em 48 horas a Cabezón deverá formular um termo de compromisso e, em 15 dias, apresentar uma proposta de trabalho, quanto irá cobrar e ainda o primeiro relatório.
Appolinário tentou acordo prévio com credores
Em abril deste ano, o presidente e fundador da Polishop, João Appolinário, afirmou ao Estadão/Broadcast que a companhia buscava uma reestruturação extrajudicial junto a seus credores.
Em um pedido à Justiça feito à época, ele disse que o endividamento bancário da empresa havia diminuído de R$ 270 milhões em janeiro de 2022 para R$ 84 milhões em 2024.
Segundo Appolinário, entre os fatores que levaram a empresa às dívidas estão os efeitos da pandemia, o aumento do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) e a crise do crédito motivada pelo caso Americanas.
Polishop está protegida de credores por 180 dias
O juiz determinou a suspensão de execuções, arrestos, penhoras e demais medidas contra a Polishop pelo prazo de 180 dias.
A Polishop é alvo de pelo menos 50 ações de despejo pelo não pagamento de aluguéis das lojas. Ao menos 100 unidades em shoppings já foram fechadas.
Os credores que são autores das ações na Justiça comum ou do Trabalho deverão apresentar requerimento extrajudicial à Cabezón, citando as decisões e também comprovando quanto têm a receber da Polishop.
Ainda segundo o despacho, a administradora judicial deverá emitir relatórios mensais sobre essas demandas. A apresentação de contas deverá ser feita todo dia 30 de cada mês.
A Polishop também fica obrigada judicialmente a entregar todos os documentos solicitados pela Cabezón e ainda entregar extratos de todas as suas contas bancárias e documentos de recolhimento de impostos e encargos sociais, inclusive verbas trabalhistas.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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