Eve Air Mobility: Ação da fabricante do ‘carro voador’ da Embraer cai mais de 20% após anúncio
Valor do papel da subsidiária registrou o nível mais baixo em 52 semanas após aumento milionário de capital

Após anunciar um aumento de capital, a Eve Air Mobility (Eve) (NYSE: EVEX; EVEXW), subsidiária da Embraer (EMBR3), viu suas ações despencarem na Bolsa de Nova York.
Nesta segunda-feira (01), a ação da empresa desenvolvedora de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) fechou em queda de 19,01%, cotada em US$ 3,28. Por volta das 14h00 (horário de Brasília), os papéis da Eve chegaram a recuar 22,2%, a US$ 3,15.
Esse foi o valor mais baixo de cotação de uma ação da Eve em 52 semanas, segundo a CNBC.
Mas a queda não respingou nas ações da Embraer, sua controladora. Na B3, as ações da fabricante brasileira fecharam em leve alta de 1,52%, cotadas a R$ 36,70. Na Bolsa de Nova York, o papel fechou em alta de 0,93%, cotado a US$ 26,04. Às 14h36, chegou a ser cotado em US$ 25,74.
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Fabricante levanta US$ 94 milhões para fabricação de eVTOL
A queda nas ações vem na esteira de um novo aumento de capital de US$ 94 milhões de diversos investidores, anunciado pela fabricante de aeronaves elétricas.
A transação foi fechada em 28 de junho com a emissão e venda de 23.500.000 de novas ações a um preço de compra de US$ 4 por ação. O aumento de capital também envolve a emissão de novas ações ordinárias e opções de subscrição, segundo a Embraer.
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De acordo com a fabricante brasileira, a captação teve a participação de um grupo diversificado de empresas industriais globais, incluindo a Embraer, sua controladora, e a japonesa Nidec.
“O novo investimento direciona a Eve para o sucesso e financiará o desenvolvimento contínuo e a fabricação do eVTOL da empresa”, afirmou a fabricante brasileira, em comunicado.
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eVTOL chega ao mercado em 2026
Apelidados de “carros voadores”, os primeiros eVOLTs da Eve chegarão ao mercado em 2026.
A Eve também está desenvolvendo o Vector, um software de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano (Urban ATM) para otimizar e expandir as operações de Mobilidade Aérea Urbana.
Até 2030, a expectativa da empresa é ter 50 mil eVTOLs em operação.
Com isso, a Embraer espera “abocanhar” uma participação de cerca de 30% desse mercado.
Dessas 50 mil unidades, 245 podem operar no Rio de Janeiro. Para São Paulo, a empresa estima uma capacidade de 400 “carros voadores”conforme o crescimento do mercado.
Vale lembrar que, embora a empresa seja um dos projetos mais ambiciosos no setor de transporte, a Eve ainda vive no “prejuízo”. No primeiro trimestre deste ano, o prejuízo líquido foi de US$ 25,3 milhões, uma redução de 1,84% nas perdas em relação ao ano passado.
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