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BRIGA DE GIGANTES

Corrida das big techs: Google, Apple e Microsoft fizeram a Amazon (AMZO34) comer poeira?

Saiba como a gigante do comércio eletrônico dos EUA pode dar a volta por cima após um trimestre decepcionante com prejuízo bilionário

Fachada de vidro da Amazon com logo à frente
Amazon - Imagem: Sundry Photography/Shutterstock

A corrida das grandes empresas de tecnologia mostrou que Alphabet (GOGL34), Apple (AAPL34), Microsoft (MSFT34) e Amazon (AMZO34) tiveram seus tropeços no primeiro trimestre de 2021. Mas uma delas foi bastante castigada pelo mercado por seu desempenho. 

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A gigante do varejo eletrônico viu suas ações caírem mais de 10% na quinta-feira (28) assim que anunciou ao mercado os números do período entre janeiro e março deste ano. 

Os investidores não gostaram do que viram na ocasião: um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões em função de uma perda de US$ 7,6 bilhões por seu investimento na empresa de carros elétricos Rivian, cujas ações perderam mais da metade do valor no trimestre. 

Além disso, a receita da Amazon aumentou 7% entre janeiro e março em comparação com a expansão de 44% no mesmo período do ano anterior — taxa mais lenta para qualquer trimestre desde a quebra das pontocom em 2001 e o segundo período consecutivo de crescimento de um dígito.

“De forma geral, a Amazon enfrenta um momento difícil de alta da inflação e aumento dos custos”, diz o analista da Empiricus, Enzo Pacheco. 

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Mas nem tudo está perdido para a gigante do comércio eletrônico. Segundo Pacheco, a Amazon Web Services (AWS), plataforma de serviços de computação em nuvem e datacenters, é um braço de atuação cada vez mais relevante para a empresa. 

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“Para se ter uma ideia, a AWS já vale em torno de US$ 1 trilhão”, afirma.

Apple (AAPL34) e a falta de chips

Se a inflação é a grande vilã da Amazon (AMZO34), a Apple (AAPL34) tem na crise na cadeia de suprimentos o seu principal obstáculo. 

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Embora a receita e o lucro do trimestre tenham vindo acima das expectativas — as vendas de iPhone saltaram 5% em base anual — o analista da Empiricus chama atenção para os efeitos da falta de componentes nos negócios da maçã. 

“Um dos pontos de atenção é em relação ao iPad, pois a empresa está enfrentando a falta de componentes para a produção”, afirma Pacheco. 

A própria Apple já indicou que prevê perdas entre US$ 4 bilhões e US$ 8 bilhões por conta da falta de componentes e também pelos bloqueios severos na China contra a covid-19. 

No entanto, Pacheco lembra que o setor de serviços está contribuindo para a melhora das margens da companhia. 

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Nuvem salva a Microsoft (MSFT34) 

Diferente da Amazon, a Microsoft (MSFT34) divulgou vendas em linha com o esperado, mas o lucro veio abaixo das projeções. Ainda assim, as ações da companhia subiram 8% após o anúncio do resultado do primeiro trimestre. 

“A Microsoft avança em cloud computing. Além disso, a companhia voltou a fazer fusões e aquisições, com destaque para games e cloud”, afirma o analista da Empiricus. 

A Azure, divisão de serviços de computação na nuvem da Microsoft, teve aumento de receita na ordem de 46% na comparação anual. 

YouTube pesa na Alphabet (GOGL34)

A Alphabet (GOGL34), dona do Google, apresentou lucro abaixo das expectativas dos agentes de mercado no trimestre. Um dos grandes vilões desse desempenho foi o YouTube, cuja receita veio mais fraca. 

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Pacheco lembra que, apesar dessa performance, no dia 20 de abril, o conselho de administração da Alphabet aprovou um programa de recompra de ações de US$ 70 bilhões como uma forma de retornar capital aos acionistas. 

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