Ibovespa pega carona com Wall Street, Selic a 12,75% ao ano e o tombo da Marfrig; confira os destaques do dia
Fala de Jerome Powell afastou possibilidade de alta de 0,75 p.p e animou os mercados pelo mundo

Enquanto Roberto Campos Neto & cia caminham para o cume do ajuste da taxa básica de juros, a turma de Jerome Powell ainda dá os primeiros passos e tem dificuldade para ver até onde será preciso ir.
Assim como aconteceu por aqui, a inflação segue sendo pressionada por diversos eventos globais que elevam os preços das commodities e interferem na cadeia logística, dificultando o trabalho dos Bancos Centrais de levar o indicador para um patamar mais próximo da meta.
No Brasil, vimos o BC ir da busca por uma taxa neutra para um patamar assumidamente contracionista, o que mudou diversas vezes a linha de chegada. Há pouco, o Copom fez mais um ajuste de 1 ponto percentual, elevando a taxa Selic a 12,75% ao ano, e declarou que será preciso mais alguns passos até chegar ao topo — mas eles serão menores do que os dados até aqui.
Durante a tarde, o Federal Reserve confirmou o que era esperado pelo mercado e subiu em 0,50 pp sua taxa de juros — junto com o anúncio do início da redução do balanço de ativos. Embora ainda não admita com todas as letras, Powell começa a seguir uma trilha semelhante à que já percorremos.
Ao longo da sua coletiva após a decisão, o chefe do BC americano disse acreditar que existe uma boa chance de controlar os preços sem que os Estados Unidos entrem em recessão, mas não descarta totalmente uma taxa de juros acima do patamar neutro.
Ainda assim, os investidores terminaram o dia muito mais otimistas do que começaram. Isso porque Powell garantiu que elevações mais bruscas, de 0,75 pp ou mais, não estão sendo consideradas. Por agora.
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Se o comunicado havia deixado as bolsas com um desempenho instável, as palavras de Powell injetaram um entusiasmo que mudou o rumo do dia. De perdas de mais de 1%, os principais índices em Wall Street fecharam a quarta-feira com ganhos de cerca de 3%.
No Brasil, onde a taxa de juros já ultrapassa a casa dos dois dígitos e a inflação segue resistente e disseminada, a reação foi mais “modesta”, mas ainda assim impressionante. Depois de cair mais de 1,50% na mínima do dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,70%, aos 108.343 pontos. O dólar à vista recuou 1,21%, a R$ 4,9036.
Depois de atravessar uma manhã de estresse, o mercado de juros se acomodou em baixa, com os principais vencimentos fechando nas mínimas do dia.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
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NÃO ACONTECEU
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VOLDEMORT BRASILEIRO?
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