Ações do Grupo GPS sobem mais de 6% em estreia na B3 após desconto em IPO
Apesar da alta, o valor dos papéis segue abaixo da faixa de preços originalmente pretendida pela empresa

Após iniciar o dia em queda, a prestadora de serviços de limpeza e segurança Grupo GPS (GGPS3) fechou com uma alta firme de 6,67% na estreia de suas ações no pregão da B3. Ao final do pregão, os papéis estavam cotados a R$ 12,80 - acima dos R$ 12 do preço definido no IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês).
Apesar de ultrapassar a cotação da estreia, o valor segue abaixo da faixa de preços originalmente proposta pela empresa, que variava entre R$ 13,00 e R$ 15,50. Diante da postura cautelosa dos investidores, o grupo aceitou reduzir as expectativas e arrecadou um total de R$ 2,5 bilhões com a operação.
Detalhes da oferta
A oferta foi primária (quando os recursos vão para o caixa da companhia) e secundária (em que os acionistas vendem participação). No caso dos recursos primários, a ideia da GPS é destiná-los a aquisições, pagamento de dividendos aos acionistas e fortalecimento da capacidade financeira.
Na oferta secundária, houve uma redução na participação de todos os acionistas, em especial de fundos da Warburg Pincus e da Gávea.
Quem é a GPS?
Com operações desde 1962, o Grupo GPS é um dos maiores nomes do mercado de prestação de serviços integrados, que incluem soluções de limpeza, manutenção e segurança, além de oferecer serviços de logística interna, serviços de engenharia e manutenção industrial.
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Sua principal atuação é no ramo de prestação de limpeza, manutenção predial e de recepção e apoio administrativo, que respondeu por 41% da receita líquida de 2020.
Apostando inicialmente em crescimento orgânico, a GPS passou por uma reestruturação a partir de 2003 e passou a contar também com aquisições para expandir sua atuação e ganhar mercado. Isso resultou em um crescimento médio anual de receita de cerca de 32% desde então.
Desde 2007, a GPS realizou 30 aquisições de companhias com diversas soluções e em todas as regiões do país, que representavam, ao final de 2020, 50% da receita líquida anual. E com os recursos do IPO, a expectativa é de que esta estratégia seja acelerada.
“As oportunidades de expansão, tanto orgânica quanto via fusões e aquisições (M&A) são alavancadas por um mercado grande e altamente fragmentado, cujos cinco maiores players somam menos de 11% do mercado total”, diz trecho do prospecto da oferta.
Em 2020, a GPS registrou lucro líquido de R$ 283 milhões, um aumento de 33,5% em relação a 2019, com a receita líquida crescendo 14,6%, para R$ 4,9 bilhões, e um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 564 milhões, avanço de 25,6%. A margem passou de 10,4% para 11,4%.
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