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Produção industrial cresce pelo 8º mês seguido, mas fecha 2020 com queda de 4,5%

Setor fecha mais um ano com retração e com o segundo pior resultado desde 2016, segundo dados do IBGE

Gigante brasileira encabeça revolução industrial 4.0 e está barata na bolsa.
Gigante brasileira encabeça revolução industrial 4.0 e está barata na bolsa. - Imagem: Shutterstock

A produção industrial cresceu pelo oitavo mês consecutivo em dezembro, demonstrando que o setor se recuperou dos piores momentos da pandemia, mas ainda não foi capaz de fechar 2020 no azul.

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Segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo IBGE, a produção industrial cresceu 0,9% em relação a novembro, superando o teto das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, que iam de uma queda de 1,50% a avanço de 0,70%. A mediana das projeções apontava para uma contração de 0,50%.

Com oito meses consecutivos de alta, o setor acumulou crescimento de 41,8%, eliminando a perda de 27,1% registrada entre março e abril, que havia levado a produção ao nível mais baixo da série.  

Mesmo assim, a produção industrial fechou 2020 com queda de 4,50%, o segundo resultado negativo seguido após a perda registrada em 2019 (-1,1%). O desempenho também ficou na ponta mais alta do intervalo de projeções, que ia de recuos de 4,50% a 4,80%, com mediana negativa de 4,70%.

Esse foi o pior resultado anual para a produção industrial desde 2016, quando houve queda de 6,4%, segundo o IBGE.

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Em relação a dezembro de 2019, a produção industrial subiu 8,2%, mais uma vez ficando no teto das estimativas, que variavam de alta de 3,80% a 8,20%, com mediana positiva de 5,30%.

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Por setor em dezembro e 2020

O avanço de 0,9% da produção industrial de novembro para dezembro alcançou três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 26 ramos pesquisados, de acordo com o IBGE.

Para o gerente da pesquisa, André Macedo, esse resultado mostra uma regularidade de crescimento na produção industrial nos últimos meses. "Esse perfil generalizado de expansão está presente neste período", disse, em nota.

As influências positivas mais relevantes foram das atividades de:

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  • Metalurgia (19,0%);
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias (6,5%) e;
  • Indústrias extrativas (3,7%).

No índice acumulado em 2020, porém, a produção industrial sofreu com os resultados negativos em todas as quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 53 dos 79 grupos e 60,6% dos 805 produtos pesquisados.

Veículos automotores, reboques e carrocerias (-28,1%) exerceu a influência negativa mais intensa sobre a produção industrial em 2020, pressionada, em grande medida, pelos itens automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e autopeças.

* Com informações da Estadão Conteúdo

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