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Muita calma nessa hora

Lira volta atrás e diz que MP do governo não inclui racionamento de energia

Após conversa com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, presidente da Câmara afirma que será feito o incentivo ao consumo consciente

Reunião de Líderes. Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP - AL) - Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a medida provisória que o governo prepara para lidar com a iminência de uma crise energética não irá trazer "qualquer comando relativo ao racionamento de energia".

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"Falei há pouco com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que esclareceu que a Medida Provisória não irá trazer qualquer comando relativo ao racionamento de energia. Será feito o incentivo ao uso eficiente da energia pelos consumidores de maneira voluntária", escreveu Lira no Twitter.

A medida foi antecipada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, no dia 12.

A reportagem teve acesso a documentos internos que revelam a intenção de criar um comitê de crise que terá o poder de adotar medidas como programa de racionalização compulsória do consumo de energia elétrica e a contratação emergencial de termoelétricas - mesmas medidas adotadas em 2001, quando a população e as empresas foram obrigadas a diminuir a carga em 20% para evitar o apagão.

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Publicamente, sempre que questionado, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, tem negado o risco de um racionamento e assegurado o abastecimento.

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A MP propõe a formação de um grupo que poderá mudar a vazão de hidrelétricas de forma imediata, sem aval de outros órgãos e entes que costumam ser consultados, entre eles Estados e municípios.

Os custos das medidas serão pagos pelo consumidor, por meio de taxas na conta de luz, diz a proposta. O texto está sendo analisado em meio à pior crise hidrológica que o Brasil viveu nos últimos 91 anos, sem perspectiva de chuvas nos próximos meses.

A criação do grupo, classificada como intervenção, e o programa de "racionalização compulsória do consumo de energia elétrica" surpreenderam o mercado e sofreram críticas de parlamentares.

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