LariCel: operadora de telefone de Larissa Manoela vende 2,5 mil chips em apenas seis dias
Com planos pré-pagos e preços competitivos, a empreitada começou a funcionar oficialmente na última sexta-feira

Quase 2,5 mil chips vendidos em apenas seis dias de operação mostram a força da atriz e cantora Larissa Manoela, que, aos 20 anos, lança uma operadora virtual de telefonia celular.
Com planos pré-pagos sem exigir fidelidade dos consumidores, a LariCel começou a atuar oficialmente na última sexta-feira.
O maior diferencial será a proximidade com a artista, que promete conteúdo exclusivo aos clientes, além de experiências como ingressos em locais privilegiados em shows, jantares e viagens.
Atuando desde os 4 anos como modelo, Larissa Manoela acumula dezenas de produtos licenciados com o seu nome, como roupas, produtos de beleza e material escolar, mas é a primeira vez que entra no segmento de serviços.
Estrutura robusta
A operadora LariCel é uma parceria da artista com a Dry Company, operadora virtual da Surf Telecom, agregadora de operadoras virtuais que usa a infraestrutura da TIM no Brasil para tráfego de voz e dados.
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A Dry nasceu no fim de 2019, quando os sócios Tatiane Perez e Evandro Bei perceberam o potencial das operadoras virtuais nos Estados Unidos e na Europa, onde o mercado de telefonia móvel não é tão concentrado.
A primeira experiência foi com o time do São Paulo, com o lançamento da SPFC Chip. Hoje, a empresa é líder no segmento do futebol. Já são 800 mil chips ativos em todo o País em 72 operadoras virtuais vinculadas a clubes, escolas de samba e varejistas.
Ídolo teen
Com 38,5 milhões de seguidores no Instagram, Larissa Manoela é a primeira artista a representar uma operadora virtual, mas há negociações com outros já em andamento.
A CEO da operadora, Tatiane Perez, explicou a escolha pela atriz: "Ela é a porta-voz de uma geração hiperconectada, fala para crianças, adolescentes e pessoas de todas as idades, tem alcance nacional e uma visão ambiental e socialmente inclusiva". A atriz é dona da operadora, mas ainda não fez aportes financeiros.
O contrato entre as partes prevê etapas que envolvem investimentos e retornos a serem ajustados no futuro, diferentemente das parcerias com times de futebol, em que os clubes ganham uma espécie de royalty a título de comissão.
Os chips são vendidos pelo site oficial da operadora, mas nos próximos meses serão também distribuídos por lotéricas, agências dos Correios e bancas de revistas por todo o País.
Para o futuro, Larissa Manoela não descarta pontos de venda próprios da companhia. "Ainda não está nos planos, mas, como a gente sonha alto, desejamos conseguir estruturar para talvez ter uma loja física", disse a atriz em entrevista ao Estadão/Broadcast.
A pandemia de covid-19 atrasou o lançamento da operadora, até por falta de chips no mercado. Não fosse por isso, segundo Larissa Manoela, a meta seria chegar aos 100 mil chips até o fim deste ano.
A artista apostou em campanhas publicitárias e na interação com os fãs pelas redes sociais, na distribuição de chips para influenciadores digitais e outros artistas, e até seu site oficial direciona os fãs para a LariCel.
As ações já mostram resultado: o perfil oficial da operadora no Instagram ultrapassa os 46 mil seguidores.
Planos disponíveis
Por enquanto, são cinco planos de dados e voz com sinal 4G e valores entre R$ 25 e R$ 75, todos com WhatsApp ilimitado. Os clientes não precisam pagar pelo chip e, para alguns pacotes, há desconto de 50% no valor da recarga.
O próximo passo serão os planos familiares. A intenção é que não apenas crianças e adolescentes usem o serviço, mas que os pais dos fãs também escolham migrar para a operadora.
"Queremos oferecer pacotes personalizados e exclusivos, com um valor que caiba no bolso das pessoas", disse Larissa Manoela. Os clientes não terão contrato com a operadora, mas aqueles que fizerem recargas mensais terão benefícios exclusivos.
"Estamos estudando trazer essa conexão virtual para o mundo real e, passada a pandemia, trazer os clientes para viagens para a minha casa na Disney, nos Estados Unidos, por exemplo."
A paixão dos clientes pela marca associada à operadora é um diferencial para a Dry, afirma Tatiane Perez.
Segundo ela, as operadoras virtuais exploram um público de nicho e devolvem benefícios a seus clientes: um cashback, no caso de varejistas, uma camisa oficial ou um ingresso disputado, para times de futebol, ou um convite para conhecer um ídolo em um jantar, como Larissa Manoela.
Estrela do filme que lidera a audiência no Netflix entre programas de língua não inglesa, Larissa Manoela prepara um álbum com músicas novas e pretende retomar os shows quando a pandemia acabar, e uma das possibilidades é a pré-venda exclusiva dos ingressos com melhor localização para os clientes da operadora.
Para Tatiane Perez, o diferencial da Dry Company são os preços competitivos e o mantra de não atuar como uma operadora tradicional.
Pioneira
"Nosso negócio é entregar, também, um senso de pertencimento", disse. "As operadoras mais tradicionais exigem contratos com fidelidade que amarram o cliente, e essa geração mais jovem não gosta desse tipo de relação fixa. Larissa Manoela representa isso muito bem", afirmou.
Com milhões de fãs - os "larináticos" - entre crianças e adolescentes, Larissa Manoela conquistou um público formado por mulheres jovens que cresceram assistindo a suas novelas.
"É a primeira vez que uma pessoa física se envolve com uma operadora virtual de celular dessa forma e eu estou muito feliz de ser essa pessoa", disse a atriz e empreendedora.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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