Os assuntos que mexeram com Ibovespa, dólar e juros nesta terça — e que podem ecoar nesta quarta
Ao fim de uma sessão em que Ibovespa, dólar e juros fecharam o dia em queda e as bolsas americanas renovaram máximas, uma fonte de mercado me perguntou em tom de brincadeira: quem está mentindo? CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A brincadeira faz todo o sentido. Embora pareça que dias como esse […]

Ao fim de uma sessão em que Ibovespa, dólar e juros fecharam o dia em queda e as bolsas americanas renovaram máximas, uma fonte de mercado me perguntou em tom de brincadeira: quem está mentindo?
A brincadeira faz todo o sentido. Embora pareça que dias como esse ficam mais comuns à medida que a saída da crise econômica pós-coronavírus é acompanhada de dados mistos da economia, tensões domésticas em Brasília e uma preocupação permanente com as contas públicas, o movimento é raro e chama a atenção. Principalmente quando acompanhado de uma boa dose de volatilidade e um noticiário carregado.
E vamos aos três suspeitos. O primeiro é a bolsa brasileira, que até começou o dia em alta, tentando acompanhar a recuperação de mais de 2% do petróleo e surfar no otimismo visto nos mercados internacionais, mas não deu.
Depois de uma manhã instável, o Ibovespa se firmou no campo negativo e lá ficou, refletindo principalmente os acontecimentos em Brasília. Do lado do risco fiscal, os agentes financeiros ainda pesam o impacto do reajuste do Bolsa Família e da PEC dos precatórios. Ainda que com algum alívio se comparado ao estresse dos últimos dias.
Para o mercado, a ideia de um calote dos compromissos começa a parecer inviável. Com relação ao novo programa social, as palavras do ministro da Cidadania, João Roma, proferidas ontem reduzem o medo de um furo no teto de gastos. O valor de R$ 400 inicialmente ventilado pelo presidente Jair Bolsonaro não deve se tornar realidade, e Roma garantiu que a reformulação respeitará a saúde fiscal do país.
Somado a isso temos a ata da última reunião do Copom e a inflação oficial apontando para uma atuação mais dura do Banco Central brasileiro, o que levou o principal índice da B3 a uma queda de 0,66%, aos 122.202 pontos, ignorando os bons números da temporada de balanços.
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Dólar e juros
Enquanto isso, nossos suspeitos números dois e três - o mercado de câmbio e o de juros - recebiam sem surpresas os dois principais eventos do dia. O índice oficial de inflação, o IPCA, teve uma aceleração de 0,96% em julho, e a ata do Copom, como mencionamos, mostrou um BC disposto a utilizar suas ferramentas para conter a elevação de preços.
Quem eles deixaram de lado dessa vez foi o risco fiscal. Com a perspectiva de juros mais elevados, parte dos investidores desmontou posições defensivas. O BC foi duro, mas o mercado já esperava isso. O dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,96%, a R$ 5,1967, e a curva de juros, que ganhou inclinação nos últimos dias, teve uma sessão de alívio.
A única certeza é que tivemos mais um dia de noticiário corporativo agitado, principalmente com a temporada de balanços em curso. Confira os principais destaques:
- O balanço do segundo trimestre do Iguatemi foi considerado sólido, mas as ações lideraram a queda do Ibovespa hoje;
- Com uma queda de mais de 50% desde o IPO, as ações da Mobly voltaram a cair após os números do segundo trimestre da companhia;
- Os analistas estão otimistas com o futuro da Petz após os últimos números divulgados pela varejista;
- A rede de clínicas de tratamento contra o câncer Oncoclínicas teve uma estreia amarga na bolsa, com um recuo de mais de 4%.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do pregão e as ações com o melhor e o pior desempenho.
RESULTADO ANIMAL
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NÃO ANIMOU
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LUTANDO CONTRA A CRISE
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PARCELADO CABE NO BOLSO
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