A receita para investir em dólar, payroll dos EUA e outras notícias do dia
Eu adoro cozinhar, mas com uma condição: eu preciso seguir uma receita. Com um passo a passo bem detalhado, com as quantias de cada ingrediente perfeitamente definidas, com uma ordem clara das tarefas que precisam ser feitas, eu sou um cozinheiro do MasterChef. Faço bolos, doces, pães, pratos diversos e que rendem fotos lindas — […]

Eu adoro cozinhar, mas com uma condição: eu preciso seguir uma receita.
Com um passo a passo bem detalhado, com as quantias de cada ingrediente perfeitamente definidas, com uma ordem clara das tarefas que precisam ser feitas, eu sou um cozinheiro do MasterChef. Faço bolos, doces, pães, pratos diversos e que rendem fotos lindas — meu Instagram agradece.
Mas, é claro: cozinhar seguindo uma receita é fazer uma experiência num ambiente controlado. Alguém precisou fazer testes, mudar proporções, tirar ou colocar algum tempero mágico, aumentar o tempo de forno. Tudo isso para que o meu bolo de maçã ficasse perfeito na primeira tentativa.
Se eu não tiver um guia, ou se, no meio da preparação, eu percebo que falta algum ingrediente... Bem, aí eu saio do MasterChef e vou direto para o Pesadelo na Cozinha.
A grande dificuldade da vida, creio eu, é exatamente essa: um "ambiente controlado" é, na maioria das vezes, pura ilusão. Você se prepara para um cenário-base, mas o imponderável sempre está por perto — o desafio é saber se adaptar a essa margem de erro.
Você, como investidor, sabe bem do que eu estou falando. De tempos em tempos, as coisas dão errado: pode ser erro de avaliação, um fator externo que foge ao controle ou pura falta de sorte.
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Nos resta, então, tentar ampliar cada vez mais o escopo da análise e levar o maior número de variáveis em conta na tomada de decisão. E foi o que eu fiz, ao procurar alguns dos mais gabaritados especialistas no mercado de câmbio para falar sobre o futuro do dólar.
Nesta sexta-feira, o especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no segundo semestre fala sobre dólar e ouro. E se é verdade que prever o comportamento da moeda americana é sempre arriscado, também é verdade que os fundamentos atuais do câmbio apontam todos para o mesmo lado: o da valorização do Real.
Nossa série continuará na próxima semana, com as perspectivas para a renda fixa, fundos imobiliários, criptomoedas e BDRs. Mas, por enquanto, o prato do dia está definido: dólar abaixo dos R$ 5,00.
Bom apetite!
O que você precisa saber hoje
MERCADOS
O que mexe com os mercados hoje? O payroll foi o dado mais esperado da semana e deve movimentar os negócios hoje. No cenário interno, a repercussão da reforma tributária segue pressionando os “bons pagadores” de dividendos e a produção industrial deve influenciar a bolsa.
Ainda há muitas dúvidas sobre quais as melhores opções de investimentos caso se confirme a tributação de dividendos. E em sua coluna Sextou com o Ruy, o analista Ruy Hungria, da Empiricus, aponta os fundos de infraestrutura como boas alternativas, mas faz ressalvas. Ele também indica outra aposta interessante para os pequenos investidores. Confira aqui os detalhes.
[captacao]
EMPRESAS
Mais uma empresa está captando recursos atrelados a compromissos de sustentabilidade. O Grupo Fleury vai fazer sua estreia na emissão de debêntures ESG, o que permite sua classificação como “sustainability-linked”. O valor é de R$ 1 bilhão, dividido em três séries.
Na busca por diversificação, a LG Informática anunciou a compra do grupo Nober, um dos principais fornecedores de controle de frequência no país. Os valores da transação não foram divulgados, mas a empresa afirmou que a operação representa mais um passo na consolidação da sua plataforma.
ECONOMIA
A taxa de juros nos EUA virou tema permanente nas discussões do mercado. E, em novo relatório, o FMI estima que o Fed começará a elevar as taxas entre o final de 2022 e o começo de 2023, alegando que a reabertura cria uma imprevisibilidade em relação à inflação nos EUA.
Só um susto? A proposta da reforma tributária mexeu com os ânimos do mercado. Mas, num tom apaziguador, o ministro Paulo Guedes afirmou que a intenção foi “fazer um barulho inicial”. O governo resolveu vetar algumas partes consideradas "contrárias ao interesse público e prejudiciais à capacidade produtiva do país”, segundo a Secretaria Geral.
Votação adiada: o Senado alterou a data da votação dos projetos de lei que autorizam um novo Refis. O primeiro dos textos que seriam votados é conhecido como “passaporte tributário” e busca estabelecer novos prazos e descontos para pagamentos de débitos com a União.
Aos trancos e barrancos, foi sancionada a lei que tenta impedir o superendividamento das pessoas. O governo resolveu vetar algumas partes consideradas "contrárias ao interesse público e prejudiciais à capacidade produtiva do país”, segundo a Secretaria Geral.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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