Congresso mais “harmônico” mantém alta do Ibovespa; dólar opera instável
Enquanto os investidores locais seguem precificando uma melhora do clima político em Brasília, lá fora o destaque é a temporada de balanços

O otimismo com as trocas de cadeiras no Congresso impulsiona o Ibovespa nesta quarta-feira (3), com o mercado vendo Câmara e Senado mais alinhados com o governo federal.
Por volta das 17h, o principal índice da bolsa subia 1,29%, aos 119.753,59 pontos. O Ibovespa chegou a bater 120 mil pontos na máxima do dia, quando avançou 1,67%.
[captacao]
O dólar operou em alta durante parte da manhã, caiu com um movimento de realização de lucros, mas às 17h estava em alta de 0,05%, cotado a R$ 5,3706.
Números e mais números
A temporada de balanços está no centro das atenções dos investidores nesta quarta-feira. No exterior, os resultados de Amazon e Alphabet, controladora do Google, são os destaques do dia. As big techs registraram bons números e as ações dispararam.
No Brasil, o foco são os grandes bancos: na terça, as ações do Itaú Unibanco reagiram de forma negativa aos números de 2020. Mas nesta quarta, o Santander Brasil divulgou um recuo de "apenas" 5% no lucro com relação ao registrado em 2019 e uma rentabilidade superior a registrada pelo Itaú.
Leia Também
Os resultados da matriz do bancão na Europa também são um dos destaque positivos, puxando para cima todo o setor bancário do continente.
Fora dos balanços, a Petrobras revelou um desempenho recorde em produção de óleo e gás. Após o fechamento do mercado, será a vez da Vale mostrar o seu desempenho positivo no ano passado.
Bandeira branca?
Com Arthur Lira e Rodrigo Pacheco ocupando as cadeiras presidenciais do Congresso, o mercado espera dias de paz entre Executivo e Legislativo.
Os investidores esperam um alinhamento maior de Congresso e equipe econômica - e que isso resulte em avanço de reformas e privatizações.
Pela manhã, os dois novos líderes endereçaram uma das principais preocupações do mercado: o auxílio emergencial. Em carta, Lira e Pacheco afirmaram que discutirão "alternativas" para a medida, mas que respeitarão o auxílio de gastos.
Em conjunto, os dois também se comprometeram a dar andamento nas reformas que já estão em tramitação nas duas Casas. Já o governo entregou uma lista de projetos considerados prioritários pelo Executivo.
Raio-X dos mercados
No exterior, os mercados seguem apresentando uma recuperação, mas menos intensa do que nos últimos dias. Uma das principais razões para a recuperação foi uma "volta à normalidade", com a queda de volume de movimentações vindas dos pequenos investidores pessoa física. Na semana passada, esse movimento especulativo que tomou conta das bolsas americanas havia derrubado os principais índices e levado grande volatilidade aos negócios.
Além disso, temos também um otimismo com as negociações entre republicanos e democratas em torno do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão proposto pelo presidente americano Joe Biden.
O clime de otimismo influenciou as negociações na Ásia durante a madrugada. As bolsas do continente fecharam em alta, com exceção da China. No país, dados mais fracos da economia chinesa pesaram.
Os dados da atividade na zona do euro também desegradaram os investidores. Em compensação, a inflação acima do esperado balanceou os efeitos negativos da notícia, que tem efeito limitado sobre as bolsas europeias agora pela manhã. No Velho Continente os investidores deixam o foco nas notícias sobre vacinas e na temporada de balanços.
No front das vacinas, a novidade é que a CureVac e a GlaxoSmithKline irão desenvolver um imunizante contra as novas variantes do vírus. Já no noticiário corporativo, o foco está no balanço da matriz do Banco Santander. O lucro trimestral veio abaixo do esperado, mas novas metas de rentabilidade animaram os investidores.
Nos Estados Unidos, as bolsas americanas começam o dia exibindo sinais mistos, influenciadas pelos números positivos de Amazon e Alphabet, que entregaram resultados positivos na noite de ontem, mas também refletindo um movimento de realização dos lucros recentes.
Sobe e desce
O resultado positivo do Santander Brasil é um dos destaques, influenciando todo o setor bancário como um todo. Confira as principais altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| BPAC11 | BTG Pactual units | R$ 103,49 | 4,72% |
| MULT3 | Multiplan ON | R$ 22,30 | 4,69% |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 20,19 | 4,07% |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 28,23 | 3,86% |
| RAIL3 | Rumo ON | R$ 21,49 | 3,47% |
Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 76,27 | -2,00% |
| SBSP3 | Sabesp ON | R$ 41,62 | -1,47% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 17,50 | -1,46% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 29,87 | -1,35% |
| BRDT3 | BR Distribuidora ON | R$ 23,07 | -1,16% |
CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA