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eric rosengren

Presidente do Fed de Boston defende necessidade de novo pacote fiscal, mas se diz pessimista com acordo

O presidente da distrital de Boston do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Eric Rosengren, reiterou hoje, durante seminário virtual, a necessidade de novas medidas de estímulos fiscais para acelerar a recuperação da atividade econômica dos Estados Unidos

Fed
Federal Reserve Building - Imagem: Shutterstock

O presidente da distrital de Boston do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Eric Rosengren, reiterou hoje, durante seminário virtual, a necessidade de novas medidas de estímulos fiscais para acelerar a recuperação da atividade econômica dos Estados Unidos. No entanto, o dirigente destacou que não acredita que governo e Congresso devem concordar com um pacote nos próximos meses.

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No evento, Rosengren salientou que o BC dos EUA tem buscado soluções criativas para lidar com os efeitos da recessão atual. "Contudo, minha opinião é de que ações adicionais na política fiscal provavelmente representam ferramenta mais eficaz neste momento, uma vez que pode alocar dinheiro diretamente para empresas e negócios mais impactados pela covid-19 sem exigir que eles assumam mais dívida", pontuou.

O líder do Fed de Boston, que não tem direito a voto nas decisões de política monetária este ano, apresentou um cenário pessimista para a maior economia do planeta. Segundo ele, embora os dados recentes apontem para uma melhora, o ritmo de retomada deve começar a desacelerar, sobretudo no mercado de trabalho.

[captacao]

"Embora eu espere que a economia se recupere com o tempo, minha expectativa é de que isso ocorrerá de forma mais gradual do que a mediana das projeções do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês)", destacou.

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O economista acrescentou que considera que haverá uma segunda onda de casos de coronavírus. Para ele, a atividade só retornará aos níveis pré-pandemia quando houver uma vacina eficaz para a doença. Enquanto isso, o dirigente defende que a instituição mantenha uma política monetária acomodatícia. "A parte mais difícil da economia ainda está à frente", declarou.

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