Parte da desvalorização maior do real se deve à dívida, diz presidente do BC
Roberto Campos Neto lembrou que o encerramento do ano é, tradicionalmente, um período de mais remessas de recursos ao exterior

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira, 25, que parte da desvalorização maior do real em relação ao dólar, na comparação com outras moedas de países emergentes, se deve ao avanço da dívida pública.
Segundo ele, as preocupações com a área fiscal são uma das explicações por trás do movimento. "É importante passar a mensagem de que vamos trilhar o caminho do controle fiscal. Isso tende a ter efeito também sobre o câmbio."
Em 2020, o dólar à vista acumula alta de 32,61% em relação ao real. No mês de novembro, porém, a moeda americana mostra maior acomodação, com baixa acumulada de 7,28%.
Em sua fala sobre o câmbio, Campos Neto lembrou que o encerramento do ano é, tradicionalmente, um período de mais remessas de recursos ao exterior. Ao mesmo tempo, lembrou que neste ano haverá ainda o efeito da redução do overhedge. Segundo ele, o BC está atento à questão.
Em eventos recentes, o BC vem pontuando que, se necessário, vai atuar no mercado de câmbio para suavizar a saída dos bancos do overhedge no fim do ano.
Leia Também
Uma mudança na legislação sobre a tributação da variação cambial de investimentos no exterior extinguiu a necessidade de overhedge cambial dos bancos, que chegou a US$ 50 bilhões no pico em março. Desde março, o sistema já repatriou US$ 20 bilhões. Porém, restam US$ 30 bilhões que ainda precisam ser repatriados, metade até o fim deste ano e metade até o fim de 2021.
Ao tratar do câmbio, Campos Neto também pontuou que o Brasil tem hoje "o maior portfólio de projetos no mundo emergente". Segundo ele, isso pode gerar entrada de moeda estrangeira no País, com efeitos sobre o câmbio.
Campos Neto participou hoje do evento virtual "IV Painel Cooperativismo Financeiro", organizado pela cooperativa Sicoob Engecred.
Crescimento
O presidente do Banco Central disse hoje o Brasil vive de forma geral uma recuperação da atividade econômica "bastante robusta", embora haja diferenciação entre setores.
Ele citou o crescimento do volume do crédito em 2020, aliado à redução das taxas de juros.
O presidente do BC reconheceu que alguns programas para auxiliar as empresas com acesso a crédito demoraram a deslanchar, mas ainda assim fez uma boa avaliação do funcionamento do mercado.
"Entendemos que houve insatisfação com alguns pedidos rejeitados, mas atuação geral dos bancos foi boa", disse.
Campos Neto citou ainda o potencial do cooperativismo de triplicar a carteira de crédito desse segmento.
NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR