Para BC, é possível que efeitos do isolamento persistam até metade de 2021
Para Campos Neto, o medo que as pessoas sentem de serem contaminadas fará com que muitos mantenham hábitos adquiridos durante o período de quarentena

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira, 29, que os efeitos das medidas de isolamento social podem continuar tendo efeitos sobre a economia pelo menos até a metade do ano que vem, mesmo que as restrições sejam retiradas pelas autoridades. Para Campos Neto, o medo que as pessoas sentem de serem contaminadas fará com que muitos mantenham hábitos adquiridos durante o período de quarentena.
"Quando a economia reabrir, as pessoas não vão retomar velhos hábitos imediatamente", disse Campos Neto. "Quando comparamos os dados dos países que adotaram medidas de distanciamento social, entre aqueles que já estão reabrindo e aqueles que estão adotando as medidas agora, não muda muita coisa", afirmou o presidente do BC, em referência a instrumentos que medem a mobilidade das pessoas, como GPS de celulares.
"Tendo a pensar que os efeitos do medo podem durar pelo menos até meados do ano que vem", disse Campos Neto, ao participar de live organizada pelo Valor Capital Group. "A questão, agora, não é se vamos fechar a economia por mais oito ou nove meses, mas sim qual será o novo normal", acrescentou.
Campos Neto também comentou a agenda de inclusão financeira tocada pelo Banco Central e disse que o sistema financeiro deixou de ser o problema que foi na crise financeira de 2008 e passou a ser parte da solução no cenário atual.
Nova dinâmica de dívida pública
O presidente do Banco Central disse que é preciso estar atento à nova dinâmica da dívida pública brasileira, diante da necessidade de ampliação de gastos para combater os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. A projeção oficial do governo é de que a dívida encerre o ano em 93,5% do PIB, caso a queda do PIB fique em 4,7% como previsto atualmente.
Leia Também
O próprio presidente do BC, porém, reconheceu que o tombo na atividade pode ser de 5% ou até maior. "É muito importante comunicar que tudo que estamos fazendo para combate à crise é temporário", afirmou Campos Neto em videoconferência.
O BC tem reiteradamente chamado a atenção para a necessidade de manter o compromisso com as reformas estruturais para indicar melhora futura da trajetória fiscal. Campos Neto tem lembrado que foi esse compromisso que permitiu a queda estrutural na taxa de juros no Brasil, que barateou o custo da dívida brasileira.
Como sinal do tamanho da crise atual, Campos Neto observou que a saída de recursos estrangeiros do Brasil é cerca de dez vezes maior que o observado na crise de 2008.
A VISÃO DO DONO
Inquilino não paga o aluguel? Veja o que você pode ou não fazer e como evitar que a dívida se torne problema seu
1 de outubro de 2026 - 6:34OS ENDIVIDADOS
Não conseguiu pagar o aluguel? Entenda os riscos que você corre e como não deixar a dívida virar uma bola de neve
1 de outubro de 2026 - 6:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família será maior em outubro de 2026: veja quando reajuste começa a ser pago e quem poderá se beneficiar
1 de outubro de 2026 - 5:06DESTAQUES DA BOLSA
Tenda (TEND3) vai na contramão do Ibovespa e fecha em queda, mas Itaú BBA ainda tem motivos para considerar a ação atrativa
30 de setembro de 2026 - 18:45COMEÇOU A TRANSIÇÃO
‘Pense em um mundo sem imposto’: o recado de Bernard Appy para as empresas na reta final da reforma tributária
30 de setembro de 2026 - 13:50OLHO NO PIX
IRPF 2026: dinheiro de lote de restituição da malha fina do imposto de renda cai hoje na conta
30 de setembro de 2026 - 8:42SEM DESCONTO
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho toma decisão e banco anuncia quando as agências reabrem
30 de setembro de 2026 - 7:55BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3792 tem 37 ganhadores, mas só dois ficam a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões
30 de setembro de 2026 - 6:49ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS!
Bolsa Família com novo valor, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para outubro de 2026
30 de setembro de 2026 - 5:05DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA