Dados sugerem que flexibilização melhorou a situação do emprego, diz IBGE
A taxa de desemprego diminuiu de 13,7% na quarta semana de julho para 13,3% na primeira semana de agosto, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgados pelo IBGE

Os resultados do mercado de trabalho na primeira semana de agosto sugerem que a flexibilização das medidas de isolamento social de combate à disseminação do novo coronavírus melhorou a situação do emprego no País, afirmou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa de desemprego diminuiu de 13,7% na quarta semana de julho para 13,3% na primeira semana de agosto, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgados pelo IBGE.
"Esses indicadores semanais oscilam bastante, mas se esse movimento se confirmar em mais uma semana, poderemos sim dizer que o mercado de trabalho começou a melhorar", ponderou Maria Lucia.
A população desempregada foi estimada em 12,6 milhões de pessoas na primeira semana de agosto, cerca de 300 mil a menos que o registrado na quarta semana de julho. Ao mesmo tempo, o contingente de ocupados foi de 81,6 milhões na primeira semana de agosto, cerca de 400 mil a mais que o patamar da semana anterior.
O aumento na ocupação registrado na primeira semana de agosto foi puxado pelo maior contingente de pessoas trabalhando na informalidade. A proxy da taxa foi de 33,5% na quarta semana de julho para 34,2% na primeira semana de agosto. Segundo Maria Lucia, em apenas uma semana, mais 694 mil pessoas passaram a trabalhar na informalidade.
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"Esses trabalhadores informais são mais fáceis tanto de dispensar quanto de recontratar", justificou Maria Lucia.
Na primeira semana de agosto, 8,6 milhões de pessoas trabalhavam remotamente, 300 mil a mais em apenas uma semana. Outros 4,7 milhões de trabalhadores, o equivalente a 5,7% da população ocupada, estavam afastados do trabalho devido às medidas de isolamento social, aproximadamente 1,1 milhão de pessoas a menos que o patamar de uma semana antes.
"Aumenta consideravelmente a população ocupada não afastada do trabalho. Isso é um indício de que esse pessoal que estava afastado retornou ao trabalho que tinha, não foi dispensado não", apontou Maria Lucia Vieira.
A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho - somou 76,1 milhões na primeira semana de agosto, 100 mil a mais que na semana anterior. Entre os inativos, cerca de 28,1 milhões de pessoas, ou 36,9% da população fora da força de trabalho, disseram que gostariam de trabalhar. Aproximadamente 18,3 milhões de inativos que gostariam de trabalhar alegaram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.
"Para que essas pessoas que estavam fora da força de trabalho retornem ao mercado, a situação tem que melhorar um bocadinho mais", avaliou Maria Lucia.
O nível de ocupação - que mostra a proporção de pessoas trabalhando na população em idade de trabalhar - foi de 47,9% na primeira semana de agosto, ante um patamar de 47,7% na semana anterior.
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