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Arsenal contra coronavírus

Bancos públicos têm R$ 208 bilhões para enfrentar crise

Oferta de crédito abundante é uma das linhas de ação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para enfrentar o impacto na economia da pandemia do coronavírus, que pode tirar 0,5 ponto porcentual do PIB

BNDES
Imagem: Agência Brasil

Os bancos públicos - Caixa, Banco do Brasil e BNDES - têm um arsenal de pelo menos R$ 207,8 bilhões de recursos para emprestar a empresas e pessoas físicas. A oferta de crédito abundante é uma das linhas de ação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para enfrentar o impacto na economia da pandemia do coronavírus, que pode tirar 0,5 ponto porcentual do PIB.

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A orientação de Guedes é que a comunicação de que há crédito abundante neste momento deve ser feita pelos bancos para seus clientes. O BB prevê um aumento do crédito de R$ 57, 8 bilhões e a Caixa de R$ 50 bilhões. Já o BNDES R$ 100 bilhões de recursos para liberar.

Sem espaço no Orçamento para estímulos do lado da despesa, a equipe econômica considera a principal resposta à crise do coronavírus virá pelo lado monetário. O Banco Central (BC) está pronto para anunciar nova liberação dos depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar no BC. Atualmente, há R$ 380 bilhões em compulsórios.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tem ainda um cardápio de instrumentos financeiros à disposição para serem acionados. Uma fonte da equipe econômica avaliou que, se não há espaço fiscal para ampliar os gastos neste momento da crise do coronavírus, como nos países que estão anunciando medidas de flexibilização fiscal, o Brasil tem espaço monetário para expandir.

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Mesmo diante da pressão por todos os lados, inclusive de lideranças do próprio governo, Guedes já deixou claro que não está na sua cartilha a adoção de instrumentos de estímulo fiscal nos moldes dos que foram adotados pelos governos do PT. A auxiliares repete que o "coronavírus não vai derrubar a economia". Na avaliação da equipe econômica, não há risco de recessão. Para Guedes, o dólar mais alto vai estimular as exportações e ajudar na redução da dívida com a venda de reservas.

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O ministro da Economia, porém, acenou para o Congresso uma "arma secreta" de estímulo para beneficiar os mais pobres para ser acionada assim que andar algum dos projetos da sua agenda econômica. Essa garantia foi dada aos líderes do governo que pressionaram o Ministério da Economia por medidas de estímulo ao crescimento.

[captacao]

Guedes e sua equipe resistem com o argumento de que é preciso avançar nas reformas porque há muitos investimentos que estão andando no País e dependem de votação de projetos do Congresso, como o novo marco regulatório do saneamento.

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FGTS

Medidas de aumento de tributos estão completamente descartadas pela equipe econômica. Em outra frente, o governo estuda a possibilidade de o FGTS ser usado como garantia das operações com cartão de crédito. A informação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, que não deu, no entanto, prazos para a medida poder ser anunciada nem detalhou que tipo de transação seria beneficiada. Segundo ele, as taxas astronômicas do cartão de crédito poderão cair bastante com a garantia dos recursos do fundo.

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