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em ata

Coronavírus terá grande efeito contracionista sobre atividade global, diz BC

Para o BC, as medidas fiscais e monetárias adotadas pelas principais economias tendem a mitigar apenas uma pequena parcela desses efeitos.

Diretores do Banco Central em reunião do Copom
Diretores do Banco Central - Imagem: Raphael Ribeiro/Flickr/Banco Central

A pandemia do novo coronavírus terá efeito contracionista extremamente significativo sobre a atividade global, segundo o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.

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Avaliação está em ata da reunião do último dia 18, quando o BC reduziu em 0,50 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), para 3,75% ao ano. Com o corte, os juros no Brasil renovaram as mínimas históricas.

Para o BC, as medidas fiscais e monetárias adotadas pelas principais economias tendem a mitigar apenas uma pequena parcela desses efeitos. "Para os países emergentes, o ambiente rapidamente se transformou de favorável para desafiador", diz a instituição.

Segundo o documento, o Comitê concluiu que há três principais maneiras pelas quais a pandemia afeta a economia. Primeiro, um choque de oferta, derivado da interrupção das cadeias produtivas.

Segundo, um choque nos custos de produção, mensurado pela variação de preços das commodities e de importantes ativos financeiros. Terceiro, uma retração de demanda, com aumento da incerteza e restrições impostas pela pandemia.

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"O terceiro efeito tende a ser bastante significativo no horizonte relevante para a política monetária porque os efeitos da pandemia sobre a atividade podem ser expressivos", diz o BC.

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De acordo com simulações apresentadas na reunião do Copom, para compensar este terceiro efeito, seria necessária uma redução da taxa básica de juros superior a 0,50 ponto percentual. Mas a medida poderia resultar em apertos nas condições financeiras, com resultado líquido oposto ao desejado, segundo o BC.

Na avaliação do Comitê, a possível interação entre a deterioração do cenário externo, com frustrações em relação à continuidade das reformas e
possíveis alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas, pode ameaçar a queda dos juros estruturais observada nos últimos anos.

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