Aneel autoriza postergação de entrega de obras de transmissão por 4 meses
O órgão regulador também suspendeu processos de autorização de obras não urgentes.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a postergação, por quatro meses, do prazo de entrada em operação comercial de novas linhas de transmissão. A medida faz parte dos esforços para conter os efeitos da pandemia do novo coronavírus. O órgão regulador também suspendeu processos de autorização de obras não urgentes.
A decisão foi motivada por pedidos das transmissoras, que alegaram dificuldades na implantação e comissionamento de empreendimentos licitados e autorizados devido às dificuldades de deslocamento e retração das atividades econômicas causadas pela covid-19.
Ainda que o serviço de transmissão tenha sido considerado essencial por decreto, as medidas de isolamento social e as condições restritivas estabelecidas por governos estaduais e municipais impuseram desafios às empresas, de acordo com a relatora do caso na Aneel, Elisa Bastos Silva.
"As medidas foram limitadas aos empreendimentos não urgentes ou não prioritários. Dessa forma, obras com objetivo de evitar cortes de carga em regime normal, de permitir o escoamento de geração ou de evitar geração térmica por razões elétricas não foram contempladas nas ações aqui propostas. Isso porque não podemos perder de vista a segurança sistêmica e o adequado funcionamento do sistema elétrico no período pós-crise", diz o voto da diretora.
Apesar da autorização, cada transmissora deverá fazer pedidos individuais à Aneel para postergar as obras. As solicitações serão discutidas em processos específicos. As empresas que quiserem antecipar as entregas também poderão fazê-lo. Eventuais pedidos de excludente de responsabilidade por atrasos, que ensejariam reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, deverão ser tratados em processos específicos, nos quais será preciso comprovar a relação com a pandemia.
Leia Também
A área técnica da Aneel estima que as novas instalações de transmissão iriam aumentar as receitas das concessionárias em R$ 1,3 bilhão no ciclo 2020-2021.
A decisão, portanto, pode reduzir impactos tarifários dessas obras para os consumidores neste momento. "Em situações atípicas, como a que vivenciamos, a postergação da entrada em operação comercial dos empreendimentos de transmissão não prioritários representa uma solução de ganhos mútuos para transmissoras e usuários da rede de transmissão, sem prejuízos imediatos para a operação do sistema."
Obras classificadas como prioritárias pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) não poderão ter os prazos prorrogados sem avaliação prévia de seus impactos. "Adicionalmente, cabe esclarecer que as obras destinadas à conexão de acessantes, objeto de Contrato de Conexão às Instalações de Transmissão (CCT), devem ter sua postergação respaldada por acordo entre as partes signatárias do contrato."
Não será possível postergar o prazo de empreendimentos que tinham data definida em ato de outorga anterior a 11 de março, data da declaração da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Autorização para obras de reforço e melhorias não urgentes também terão os processos suspensos.
"A adoção dessa medida evita a necessidade de novas mobilizações de pessoal e de novos investimentos em obras de transmissão nesse período de pandemia", diz o voto. "Assim, a proposta é que para as obras consolidadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e ainda não autorizadas, sejam mantidos os processos de autorização apenas para aquelas consideradas prioritárias, ficando sobrestados os processos relacionados às obras não urgentes. Para tanto, faz-se necessária a priorização pelo ONS das obras de reforços e melhorias previstas dentro do seu horizonte de estudos de planejamento."
CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?