Maia endossa aumento de dinheiro público para partidos em 2020
Parecer prevê um aumento de R$ 2 bilhões no fundo eleitoral, que pode chegar a R$ 3,7 bilhões nas eleições municipais do ano que vem

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quarta-feira, 10, a ampliação do montante de recursos públicos destinados aos partidos para a campanha eleitoral de 2020. O parecer do deputado Cacá Leão (PP-BA), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), prevê um aumento de R$ 2 bilhões no fundo eleitoral, que pode chegar a R$ 3,7 bilhões nas eleições municipais do ano que vem. Entidades que atuam pela transparência das contas públicas e dos partidos e movimentos de renovação política, porém, condenaram a proposta de aumento do dinheiro público nas campanhas.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido com fundo eleitoral, foi criado em 2017 pelo Congresso, após o Supremo Tribunal Federal proibir, dois anos antes, doações de empresas para campanhas eleitorais. E m 2016, as doações de pessoas físicas declaradas chegaram a R$ 2,6 bilhões (cerca de 2,9 bilhões em valores atualizados pela inflação).
Se mantidas as regras eleitorais do ano passado, as legendas poderão usar também outra fonte de recursos públicos para o financiamento das campanhas: o Fundo Partidário, que tem girado em torno de R$ 1 bilhão por ano.
"Não acho que é exagero (R$ 3,7 bilhões). Acho que uma eleição municipal, com 5 mil municípios com milhares de candidatos a vereador, é uma campanha que vai requerer um custo um pouco maior que a eleição do regime geral", disse Maia, para quem "está se gastando o mínimo possível em relação ao que se gastava". "O pior é a gente não ter uma eleição que seja transparente e dê condições para que os partidos possam levar os seus candidatos aos eleitores. A democracia não pode tratar de uma forma menor a importância da campanha."
A proposta de aumentar o fundo eleitoral dos partidos políticos vai na contramão do discurso pela diminuição dos gastos em campanhas, um dos argumentos utilizados para a extinção do financiamento empresarial.
Leia Também
Para Manoel Galdino, diretor executivo da Transparência Brasil, a possibilidade de aumento do fundo eleitoral é, ainda, uma mensagem contrária à ideia de contenção de gastos - no momento de contingenciamentos e reformas. "Vivemos uma crise fiscal e certamente essa não é a prioridade da população, e sim do próprio sistema político."
Em 2018, o maior valor recebido por um partido foi R$ 234 milhões, pelo MDB. Caso o fundo eleitoral tenha verba expandida para R$ 3,7 bilhões, ao menos seis siglas receberiam um montante maior que esse: PSL, PT, PSD, MDB, PP e PR. A legenda de Jair Bolsonaro receberia R$ 400 milhões, e o PT, R$ 381 milhões.
Crítico do dinheiro público para partidos, o Novo pode receber cerca de 52 vezes a mais do que em 2018. O PSL também deve ter um salto de 43 vezes. Ambas as legendas receberam valores relativamente baixos nas eleições 2018, já que o cálculo do fundo leva em conta o tamanho da bancada na Câmara e no Senado.
Deputado mais votado do Rio e amigo de Jair Bolsonaro, Hélio Lopes (PSL) disse ser contra o reajuste do fundo eleitoral. "Gastei R$ 45 mil com a minha campanha. Acho que tem de reduzir o fundo - e já. É muito dinheiro para partido, que poderia ser investido na saúde, na educação e em outros setores."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA