Tomara que seja verdade….
“Tomara que seja verdade” que a reforma da Previdência volte a ser prioridade da pauta da Câmara, que os empresários continuem mobilizados em favor da reforma e que o ministro Paulo Guedes (que não sabe mentir) seja um bom articulador político pela reforma junto ao Congresso. Se bem que essa não é a dele.

“Pegadinha” é coisa antiga. Não é produto da TV moderna e o Silvio Santos não é pioneiro nesse humorismo que diverte o espectador com zoeira. A “pegadinha” nasceu há quase 500 anos. Na França! Em 1562, o papa Gregório 13 criou um calendário para todo o mundo cristão, dizendo que o ano novo começaria em 1º de janeiro. Na verdade, o papa não criou nada. Ele se apegou a um calendário muito antigo que veio de Roma: o “calendário juliano”, lançado pelo imperador Júlio Cesar no ano 45 a.C.
China, Israel e Irã comemoram o novo ano em outras datas, mas a maioria dos países, lá por 1500, tratou de seguir o papa Gregório, e com grande presença de espírito, porque já se sabia que a Igreja condenara muita gente à fogueira por muito menos que um calendário...
Até que o papa Gregório anunciasse sua decisão, o ano novo começava em 25 de março e as comemorações se estendiam até 1º de abril.
Cheios de si, os franceses resistiram a aceitar o “novo” calendário. Dois anos depois, em 1564, eles deram as mãos à palmatória, mas já era tarde! Todo mundo que podia — amigos, parentes — “trolavam” os franceses, porque insistiam em comemorar o ano novo em 1º de abril. Os gozadores de plantão (eles já existiam!) mandavam presentes estranhos ou distribuíam convites para festas que nem estavam marcadas. E, assim, 1º de abril tornou-se o Dia da Mentira.
Hoje é 1º de abril! Mas estou falando só verdades...
Você conhecia essa história toda? Eu não conhecia, mas consultei o Mestre Google ontem, domingo, e passei a torcer para que tudo seja verdade nesta segunda-feira e em (muuuuitas) outras que eu vou viver. E você também!
Leia Também
Fiz uma listinha e batizei de “Tomara que Seja Verdade”!
Você pode fazer uma só sua. E, se tiver coragem, pode até contar para o Felipe Miranda. O meu chefe. Eu garanto que ele vai ficar orgulhoso.
“Tomara que seja verdade” que o presidente Jair Bolsonaro esteja atento ao que acontece no Brasil, apesar de permanecer em Israel até a quarta-feira (3). O ano, em Israel, é 5779!
Na minha opinião, o presidente começou bem, deu uma dentro, ao não anunciar a mudança da embaixada do Brasil em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém. Bolsonaro afirmou ontem que vamos abrir um escritório comercial em Jerusalém.
“Tomara que seja verdade” que a reforma da Previdência volte a ser prioridade da pauta da Câmara, que os empresários continuem mobilizados em favor da reforma e que o ministro Paulo Guedes (que não sabe mentir) seja um bom articulador político pela reforma junto ao Congresso. Se bem que essa não é a dele.
Espero também (e você há de concordar) que todos os deputados do PSL, o partido do presidente, votem a favor da reforma, dando um bom exemplo para os demais partidos. Agora, se isso não acontecer, será um Deus nos acuda! O Paulo Guedes vai espernear...
A semana caótica passou e que não ressuscite nem de mentira!
O presidente Bolsonaro beliscou o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que devolveu o beliscão. Por pensar que não teria audiência (ou teria audiência demais) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde deveria falar sobre a Previdência, o ministro Paulo Guedes faltou. Foi um auê!
Poucas horas depois da audiência frustrada, os deputados aprovaram uma proposta que praticamente tirou do governo a possibilidade de mexer no Orçamento da União. Foi outro auê!
No dia seguinte, o ministro não faltou ao seu compromisso na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Só que lá, ele bateu e levou. Foi até pior. Como o ministro da Economia não engole sapo, ele indicou que voltará para casa, lá no Rio de Janeiro, se o trabalho dele não agradar.
Mais uma treta! A Bolsa desmoronou, o dólar subiu às alturas e carregou os juros junto. O mercado ficou tresloucado. Mas... com um chega para lá, um chega para cá, almoço, papinho ao pé do ouvido, o território foi pacificado, apesar das chuvas e trovoadas.
Na lata, o presidente Bolsonaro disse que passamos por “uma chuva de verão” e mostrou, certamente sem querer, que não mora nem morou na cidade de São Paulo. Aqui, onde moro e trabalho, a chuva de verão derruba casas, mata gente e sonho de quem não tem nada.
Penso que é bom o presidente ter os pés sequinhos lá em Brasília e tomar as rédeas da reforma da Previdência, porque ela é só o começo de muitas mudanças pelas quais o Brasil precisa passar. E o presidente, além de metade do Congresso, chegou a seu posto agorinha. Portanto, vai ter que trabalhar duro para honrar os votos recebidos em outubro passado.
Bolsonaro pegará o avião de volta ao Brasil, vindo de Israel, na próxima quarta-feira (3). Estará, portanto, literalmente fora do ar quando o ministro Paulo Guedes reparar sua falta da semana passada e comparecer à CCJ da Câmara. Aquela sessão que acabou em auê. Lembra?
Mamão com açúcar?
E se o ministro pensa que vai ser “mamão com açúcar” ele deve estar enganado. Você não acha? Está na cara que o governo e o Congresso estão travando uma queda de braço.
Na sexta-feira, o governo publicou um decreto confirmando o bloqueio do Orçamento e detalhando em que áreas os recursos serão cortados. Novidade! O corte do Orçamento subiu de menos de 30 bilhões de reais para 36 bilhões de reais!
No sábado, o Estadão contou que formam reduzidos em 3 bilhões de reais os recursos para que deputados e senadores cumprissem suas emendas ou cobrissem os gastos a que têm direito. Para os líderes dos partidos, esse corte é uma retaliação à aprovação — pela Câmara em primeiro e segundo turno, em pouco mais de uma hora de votação — a proposta que engessou ainda mais o Orçamento.
Também na quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado começará a discutir essa proposta aí de cima, aprovada pelos deputados e que engessou o Orçamento.
E não é só isso, não.
Estaria havendo uma articulação na Câmara dos Deputados para fazer alterações na Medida Provisória que mudou a estrutura administrativa do governo. O jornal O Globo descreveu o tamanho da encrenca. Os parlamentares pretendem reduzir o número de ministérios do atual governo, mudar as atribuições de ministros, em especial de Sérgio Moro, recriar o Ministério da Segurança Pública (hoje atrelado ao Ministério da Justiça) e transferir o Coaf da pasta da Justiça para o Ministério da Economia.
Não precisa ser especialista para perceber que o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, corre o risco de estar sob fogo cruzado em breve. E motivo para que políticos se armem contra ele não falta. Moro fechou a cara, na semana passada, e acabou conseguindo um compromisso do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o projeto anticrime terá uma tramitação acelerada.
Quanto mais acelerada for essa tramitação, maior é a chance de alguns políticos serem confrontados na Justiça por malfeitos do passado não muito distante. Sob esse risco, não é difícil que os políticos malfeitores joguem Sérgio Moro na cova dos leões.
No que isso importa?
Sérgio Moro e Paulo Guedes são os ministros mais importantes do governo Bolsonaro. E são os mais importantes também para o presidente Jair Bolsonaro. Moro e Guedes são reconhecidamente competentes e não estão no governo para comer o pão que o diabo amassou, sendo constrangidos ou impedidos de tomar as medidas que podem melhorar o futuro do Brasil.
Moro e Guedes sabem que devem preservar sua reputação, sobretudo se o país caminhar para o ralo.
Preste atenção ao apoio que o presidente Jair Bolsonaro dará aos dois ministros principalmente em suas próximas decisões. E não tenha dúvida de que a volatilidade e o risco aumentarão no mercado financeiro sempre que Moro e/ou Guedes estiverem sob ameaça, porque eles são os fiadores do governo.
E aqui faço minhas algumas palavras de um texto incrível do Felipe Miranda publicado na semana passada, por concordar totalmente com elas.
“Diante do caráter necessariamente opaco do futuro, da incerteza e da aleatoriedade que insistem em não desaparecer do processo, só há um caminho: se você quer ter um portfólio de baixo risco, você vai ter que colocar boa parte de seu dinheiro, realmente, em ativos percebidos canonicamente como de baixo risco (LFT, fundo DI, Treasury, etc.). Para não perder muito retorno potencial, simultaneamente você vai separar um pouquinho da sua grana (só um pouquinho repito), somente aquilo que você topa perder (somente aquilo que você topa perder), para aplicar em muuuuuito risco, de forma diversificada, para pegar um super retorno positivo (...) Essa parte de muito risco pode ser justamente a Bolsa. Ela serve, assim como o amor, para todo mundo: medrosos e corajosos. Basta você calibrar o tamanho da posição.”
Bárbaro, não?
A agenda de indicadores desta semana é fraca no Brasil, onde a política deve catalisar a atenção dos mercados. No exterior a agenda econômica está carregada. Dados de atividade na Europa movimentam esta segunda-feira. A melhora da atividade na China, na passagem de fevereiro para março, já contagiou as Bolsas asiáticas e manda bons ventos para Nova York. A informação econômica mais relevante virá, contudo, do mercado de trabalho nos EUA, na sexta (5). É importante acompanhar a movimentação do Reino Unido quanto ao Brexit. Mais uma derrota foi imposta à primeira-ministra Theresa May pelo Parlamento britânico, na sexta passada. Hoje, o Brexit volta à discussão no parlamento britânico.
O Ibovespa Futuro abre em forte alta, cotado acima de 96.600 pontos, dólar cai abaixo de 3,89 reais e juros acompanham.
DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026