“Me apontem uma só estatal eficiente. Não existe”, diz Salim Mattar
Responsável pelas privatizações no governo, Mattar espera superar meta de conseguir US$ 20 bilhões com a venda de participações e privatizações neste ano. Até o momento, obteve R$ 12,1 bilhões, o equivalente a pouco mais de 60% do total

O homem responsável pelo ambicioso programa de privatizações do governo Bolsonaro fez duras críticas ao modelo de empresas controladas pelo Estado. Salim Mattar, secretário especial de desestatização e desinvestimento, lançou um desafio à audiência que o ouvia durante um evento hoje em São Paulo:
"Me apontem uma só estatal eficiente. Não existe", ele próprio respondeu, ao acrescentar que empresas eficientes não precisam de monopólio, em uma referência à Petrobras.
O plano do governo é conseguir US$ 20 bilhões com a venda de participações e privatizações neste ano. Até o momento, obteve US$ 12,1 bilhões, o equivalente a pouco mais de 60% do total.
Foram US$ 9,6 bi em privatizações e outros US$ 2,5 bilhões em desinvestimentos, como a venda da refinaria de Pasadena da Petrobras, além da oferta de ações da participação na resseguradora IRB realizada pela Caixa Econômica Federal em fevereiro.
"Espero que possa superar minha meta", disse Mattar, que participou de evento promovido pelo Itaú Unibanco.
A conta do R$ 1 trilhão
Os US$ 20 bilhões do primeiro ano ainda são pouco dentro do objetivo do governo de obter até R$ 990 bilhões dentro do plano de privatizações.
Leia Também
INSS e BPC/LOAS outubro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
Mattar apresentou a conta, que inclui R$ 490 bilhões com a venda de estatais. Só em participações em empresas que podem ser negociadas o governo possui R$ 150 bilhões, segundo o secretário.
O governo federal também pretende auxiliar os Estados e municípios em seus processos de privatização. Existem hoje um total de 440 estatais que o governo conseguiu mapear, incluindo as 134 controladas pela União.
Mattar disse que as estatais dependentes do governo custam R$ 15 bilhões por ano aos cofres públicos.
Ele citou como exemplo a Valec, empresa de construção e à administração de ferrovias que conta com 826 empregados hoje.
"A ferrovia custou R$ 24 bilhões e a ferrovia por R$ 2,2 bilhões. São empresas dessa natureza que a gente não sabe por que ainda existem", disse.
Outros R$ 355 bilhões dentro do programa de privatizações virão da devolução de recursos emprestados aos bancos públicos federais, seja via instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD) ou em recursos concedidos para financiar a expansão do BNDES.
"Queremos o dinheiro de volta. O mercado de crédito tem que voltar a ser da iniciativa privada", afirmou.
O governo planeja ainda conseguir uma receita de R$ 115 bilhões com as concessões na área de infraestrutura e R$ 30 bilhões com a venda de imóveis da União.
Mattar disse que o governo possui hoje 743 mil imóveis. "Vamos vender o que for possível, mas temos que tomar cuidado para não derrubar mercado imobiliário", disse.
Alicerce podre
O secretário também não poupou os governos da chamada "social-democracia" que antecederam a gestão de Bolsonaro, que para Mattar é a primeira com orientação liberal na economia.
"A social-democracia construiu um alicerce podre no nosso país, está na hora de desconstruir isso", disse.
Para ele, o legado dos governos da social democracia foi o desemprego que chegou a 42 milhões de pessoas, além dos baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) e de competitividade.
O secretário reafirmou que tem o apoio "incondicional" do presidente para as privatizações e diz carregar na pasta os discursos e posts de Bolsonaro.
Mas disse que é preciso ficar sempre atento, ao afirmar que existem hoje no Congresso projetos para a criação de duas novas estatais.
"Está perigando que, a cada uma que eu vendo, surgir uma nova", afirmou.
SEM TETO
Pix por aproximação muda hoje: a nova regra que todo usuário precisa conhecer
1 de outubro de 2026 - 11:01SÓ MUDA O MÉTODO
Entre a simplicidade e a teimosia, Lotofácil 3793 fecha setembro com 2 meio-milionários; +Milionária acumula e prêmio chega a R$ 100 milhões
1 de outubro de 2026 - 7:05A VISÃO DO DONO
Inquilino não paga o aluguel? Veja o que você pode ou não fazer e como evitar que a dívida se torne problema seu
1 de outubro de 2026 - 6:34OS ENDIVIDADOS
Não conseguiu pagar o aluguel? Entenda os riscos que você corre e como não deixar a dívida virar uma bola de neve
1 de outubro de 2026 - 6:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família será maior em outubro de 2026: veja quando reajuste começa a ser pago e quem poderá se beneficiar
1 de outubro de 2026 - 5:06DESTAQUES DA BOLSA
Tenda (TEND3) vai na contramão do Ibovespa e fecha em queda, mas Itaú BBA ainda tem motivos para considerar a ação atrativa
30 de setembro de 2026 - 18:45COMEÇOU A TRANSIÇÃO
‘Pense em um mundo sem imposto’: o recado de Bernard Appy para as empresas na reta final da reforma tributária
30 de setembro de 2026 - 13:50OLHO NO PIX
IRPF 2026: dinheiro de lote de restituição da malha fina do imposto de renda cai hoje na conta
30 de setembro de 2026 - 8:42SEM DESCONTO
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho toma decisão e banco anuncia quando as agências reabrem
30 de setembro de 2026 - 7:55BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3792 tem 37 ganhadores, mas só dois ficam a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões
30 de setembro de 2026 - 6:49ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS!
Bolsa Família com novo valor, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para outubro de 2026
30 de setembro de 2026 - 5:05DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS