Estado é absolutamente improdutivo, diz Salim Mattar, ao anunciar venda de ações do IRB e debêntures da Vale
Operações devem render cerca de R$ 6 bilhões e, de acordo com secretário, venda de outros ativos, que montam R$ 150 bilhões, acontecerão mais rápido que as privatizações

O secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, anunciou que o governo vai se desfazer de sua participação acionária no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e de debêntures da mineradora Vale. Operações que podem somar R$ 6,26 bilhões.
O anúncio foi feito na quarta-feira, quando o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), vinculado à Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), aprovou a inclusão de 59 projetos no programa, com com a expectativa de obter R$ 1,6 trilhão. Mas agora conseguimos mais algumas informações sobre o assunto (veja abaixo).
Na sua fala, Mattar disse que 2019 terá poucas privatizações, mas muitos desinvestimentos. A venda de estatais, segundo ele, deve deslanchar em 2020 e 2021.
Segundo Mattar, a socialdemocracia “se perdeu”, tentando montar um Estado empresário, algo incongruente, pois ou se é Estado ou se é empresário. Ele reforçou, ainda, que todas as estatais são “absolutamente ineficientes”.
“Este governo tem uma direção diferente. Este governo gosta de capital, gosta de empresário, gosta de lucro. Porque acredita que somente a iniciática privada é geradora de riqueza e criadora de empregos. O Estado é um ente absolutamente improdutivo”, afirmou.
O secretário ainda pediu para que fosse feita uma reflexão. Em um país onde a educação, saúde e segurança são péssimas, o governo tem mais de R$ 150 bilhões em participações de empresas.
Leia Também
INSS e BPC/LOAS outubro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
“Pergunto: será que esse dinheiro não poderia ser investido em merenda escolar, creches, hospitais? Deve o governo ser um capitalista com participação em empresas ou deveria reverter isso para o bem-estar da população?”
Ainda de acordo com Mattar, desses R$ 150 bilhões, cerca de R$ 110 bilhões estão com o BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o restante está com Caixa Econômica Federal e a União.
“Esses desinvestimentos acontecerão mais rápido que as privatizações, pois o tempo de um desinvestimento é de 60 a 90 dias, enquanto uma privatização, para atender a toda a regulação e órgãos de controle, pode ser de seis meses a um ano e meio”, explicou.
Mattar reforçou que as privatizações vão ocorrer e disse que gosta de comparar o processo a uma orquestra sinfônica. “Quando uma orquestra sinfônica vai dar um show e ficamos boquiaberto com aquela maravilha, aquele momento de êxtase, não sabemos quantos ensaios a orquestra fez. Então, nesses quatro meses de governo, nós estamos ensaiando, ensaiando uns com os outros para fazer essa orquestra funcionar e vai funcionar”, afirmou.
Ações e debêntures
A União é detentora de 36.458.237 ações do IRB, ou 11,7% do capital em circulação. Considerando o valor das ações do IRB negociadas na B3, na linha dos R$ 99,90 o montante perfaz cerca de R$ 3,6 bilhões.
A ação preferência de classe especial, conhecida como “golden share”, e que garante o controle da empresa, não faz parte do programa de venda.
Com relação às debêntures da Vale, a União tem 141.727.613. Esses ativos são negociados em mercado, com cotação na faixa de R$ 18,77 (CVRDA6). Assim, a vendas desses papéis pode somar algo como R$ 2,66 bilhões.
Como o volume de debêntures é significativo não se pode descartar oscilações de preço quando as vendas começarem a acontecer. O volume negociado é baixo, no dia 3 de maio, por exemplo, foram 5 transações. O total de debêntures em circulação, segundo o site da Vale, é de 388.559.056. A venda desses papéis pode ocorrer junto com a alienação da participação do governo na mineradora.
Esses papéis são da época da privatização da empresa, em 1997, quando foram emitidas essas debêntures participativas não conversíveis em ações. Cada debênture correspondia a uma ação, ordinária ou preferencial, detida pelo acionista na época da emissão desses títulos.
Desde 28 de outubro de 2002, essas debêntures passaram a ser negociadas no mercado secundário da Cetip.
SÓ MUDA O MÉTODO
Entre a simplicidade e a teimosia, Lotofácil 3793 fecha setembro com 2 meio-milionários; +Milionária acumula e prêmio chega a R$ 100 milhões
1 de outubro de 2026 - 7:05A VISÃO DO DONO
Inquilino não paga o aluguel? Veja o que você pode ou não fazer e como evitar que a dívida se torne problema seu
1 de outubro de 2026 - 6:34OS ENDIVIDADOS
Não conseguiu pagar o aluguel? Entenda os riscos que você corre e como não deixar a dívida virar uma bola de neve
1 de outubro de 2026 - 6:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família será maior em outubro de 2026: veja quando reajuste começa a ser pago e quem poderá se beneficiar
1 de outubro de 2026 - 5:06DESTAQUES DA BOLSA
Tenda (TEND3) vai na contramão do Ibovespa e fecha em queda, mas Itaú BBA ainda tem motivos para considerar a ação atrativa
30 de setembro de 2026 - 18:45COMEÇOU A TRANSIÇÃO
‘Pense em um mundo sem imposto’: o recado de Bernard Appy para as empresas na reta final da reforma tributária
30 de setembro de 2026 - 13:50OLHO NO PIX
IRPF 2026: dinheiro de lote de restituição da malha fina do imposto de renda cai hoje na conta
30 de setembro de 2026 - 8:42SEM DESCONTO
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho toma decisão e banco anuncia quando as agências reabrem
30 de setembro de 2026 - 7:55BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3792 tem 37 ganhadores, mas só dois ficam a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões
30 de setembro de 2026 - 6:49ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS!
Bolsa Família com novo valor, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para outubro de 2026
30 de setembro de 2026 - 5:05DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES