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Perspectivas para a economia

Projeção de avanço do PIB em 2019 caiu de 2,4% para 2,1%, diz FGV

Segundo Silvia, o principal motivo da revisão foi estatístico. Com a divulgação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do dado fechado do PIB de 2018, a "herança estatística" para o crescimento da atividade deste ano ficou menor

PIB

A projeção de crescimento econômico de 2,1% neste ano ante 2018, atualizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), embute um cenário otimista para a atividade, afirmou Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro, publicado pela entidade. Mais cedo nesta segunda-feira, 11, o Ibre/FGV anunciou suas projeções para este ano, rebaixando a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 ante 2018 de 2,4% para 2,1%.

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Segundo Silvia, o principal motivo da revisão foi estatístico. Com a divulgação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do dado fechado do PIB de 2018, a "herança estatística" para o crescimento da atividade deste ano ficou menor.

"Essa projeção de 2,1% é relativamente otimista", disse Silvia, após o I Seminário de Análise Conjuntural 2019, no Rio, durante o qual as projeções foram anunciadas publicamente. "A demora na aprovação da reforma da Previdência cria um risco de frustração", completou a economista.

O "risco de frustração" com a aprovação da reforma da Previdência inclui tanto o tempo gasto na tramitação quanto o impacto fiscal do ajuste nas regras previdenciárias, explicou Silvia. O cenário de crescimento econômico de 2,1% considera a aprovação da reforma pelo Congresso Nacional no terceiro trimestre deste ano.

De acordo com Silvia, uma "desidratação" do impacto fiscal da reforma teria mais efeitos negativos sobre a atividade econômica do que o adiamento da aprovação para o quarto trimestre, desde que a economia gerada aos cofres públicos fique acima do cerca de R$ 1 trilhão em dez anos da proposta original.

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