Governo brasileiro cancela coletiva com Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial
Rumores extraoficiais apontam que a coletiva foi suspensa porque o governo estaria insatisfeito com a cobertura da imprensa durante o Fórum

Após 15 minutos de atraso, a organização do Fórum Econômico Mundial de Davos anunciou oficialmente que a coletiva de imprensa prevista para as 16 horas local (13 horas de Brasília) com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e ministros que o acompanham na comitiva a Davos foi cancelada.
Primeiro, surgiu a informação de que o presidente não viria mais e que os ministros seriam encarregados de falar com os jornalistas. Depois, que a entrevista teria sido cancelada por completo.
Os ministros seriam Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).
Ao anunciar o cancelamento, os organizadores do Fórum disseram que não saberiam informar os motivos que levaram à não-realização da conferência e pediu aos jornalistas que obtivessem informação diretamente com o governo brasileiro.
Alguns profissionais ainda seguem na sala de imprensa e muitos estrangeiros questionam os jornalistas brasileiros para tentar entender o que está acontecendo. As placas com os nomes das autoridades brasileiras foram retiradas do local e substituídas por outros que vão conceder a próxima entrevista no local.
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Há rumores extraoficiais de que a coletiva foi suspensa porque o governo estaria insatisfeito com a cobertura da imprensa durante o Fórum. De acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast/Estadão, a equipe de Bolsonaro estaria incomodada com o fato de a imprensa perguntar sobre o caso envolvendo o filho do presidente, o senador eleito Flávio Bolsonaro.
Mais cedo, o presidente quebrou o silêncio sobre as investigações que atingiram seu filho e afirmou que, se for comprovado o ato ilegal de Flávio, ele deverá ser punido.
Já na via oficial, o discurso é diferente. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, negou que o comportamento da imprensa tenha incomodado o presidente.
Questionado por um repórter sobre o fato de antes da entrevista o próprio general ter dito que o comportamento da imprensa incomodava, o ministro admitiu que sim. "De vez em quando incomoda. É óbvio que incomoda. Vocês não sabem por que o comportamento da imprensa às vezes incomoda? Incomoda todo mundo. Vocês são profissionais."
*Com Estadão Conteúdo.
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