Bolsonaro confirma visita a países árabes no início do segundo semestre
Presidente declarou em coletiva de imprensa que pretende ampliar os negócios com a comunidade árabe

Após mal-estar provocado pela viagem a Israel, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que deve visitar países árabes no início do segundo semestre deste ano. Em coletiva de imprensa, ele também afirmou que quer ampliar os negócios com a comunidade árabe e que "não quer problema" com a Palestina.
"(A viagem será) no começo do segundo semestre. Já tive encontro com vários deles (comunidade árabe). Eu vou escolher dois ou três países para a gente fazer uma visita. Não existe esse afastamento nosso. O Brasil é um país que tem gente do mundo todo. E em qualquer país que eu vá tem gente do Brasil também", disse o presidente.
Questionado sobre o incômodo gerado pelo anúncio da criação de um escritório de negócios em Jerusalém, Bolsonaro disse que "não quer problema com a Palestina". Esta semana, um dos filhos do presidente também gerou mal-estar ao fazer uma publicação contra o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
"Eu não quero problema com a Palestina, o povo palestino é maravilhoso. Uma parte deles trabalha em Israel, escondidos até (...) A Comunidade árabe no Brasil é grande, alguns votaram em mim. Vamos continuar a fazer negócios com eles, vamos ampliar. Quero fazer negócio com mundo todo", declarou Bolsonaro.
Em cenário hipotético, Bolsonaro disse que, se o Brasil não tivesse relações diplomáticas com Israel e decidisse abrir uma embaixada hoje, seria em Jerusalém, e não em Tel Aviv. A mudança da embaixada era uma promessa de campanha do presidente, mas, por ora, ele recuou da ideia para não prejudicar as relações com países árabes. "Cada país decide onde é a sua capital. Nós não nos metemos em questões internas de país nenhum. É uma decisão nossa onde colocar a embaixada", justificou.
Ele disse que a criação do escritório de negócios é "um passo", assim como posicionamentos na Organização das Nações Unidas (ONU) a favor de Israel. "Não estamos mais votando seguindo a tradição de votar pró-palestina. Agora a Palestina passou a ser símbolo disso, com Hamas e Fatah lá dentro. Eu não quero problema com a Palestina, o povo palestino é maravilhoso", disse.
Leia Também
Ainda sobre a política externa, citou o Mercosul como exemplo e disse que o bloco "está respirando melhor", mas que antes da sua gestão "estava respirando por aparelhos, na UTI". Ele insinuou que a França está dificultando o fechamento do acordo entre Mercosul e Europa por interesses próprios. Segundo ele, a França está controlando o assunto porque tem interesse em commodities, mas demonstrou interesse na assinatura do acordo.
Viagem
Esta semana, o governo tenta reduzir os danos com a comunidade árabe e evitar que a viagem a Israel e as recentes polêmicas de Bolsonaro e seus filhos atrapalhem os negócios com esses países, principalmente no setor do agronegócio.
Vale lembrar que o senador Flávio Bolsonaro chegou a publicar em suas redes sociais nesta semana um texto dizendo querer que o grupo extremista Hamas se explodisse. Ele apagou a mensagem horas depois.
Ontem, Bolsonaro já havia falado que o Brasil deve potencializar negócios com os países árabes na próxima semana. "Nós queremos ampliar negócios com o mundo todo, assim como Estados Unidos, estivemos no Chile, Israel, com a comunidade árabe também. Temos viagem marcada para a China no corrente ano, se Deus quiser", disse durante transmissão ao vivo no Facebook.
Bolsonaro teve uma reunião na tarde desta quinta-feira, 4, com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, após manifestações de descontentamento de ruralistas em relação à diplomacia do governo.
A reclamação é principalmente sobre tuite feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que publicou uma resposta ao grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza. "Quero que vocês se explodam!", tuitou o senador na terça-feira. Diante da repercussão negativa, Flávio excluiu a publicação.
A reação inflamada do senador teve origem nas críticas do grupo Hamas, considerado terrorista por Estados Unidos e Israel, ao presidente Bolsonaro, que visitou o Muro das Lamentações em Jerusalém, local considerado sagrado pelo judaísmo.
Ruralistas também temem que os acenos de Bolsonaro a Israel prejudiquem as relações comerciais do Brasil com os países árabes, que são alguns dos principais importadores da produção de proteína animal brasileira.
No último domingo, Bolsonaro anunciou a abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. A cidade é considerada sagrada por cristãos, judeus e muçulmanos e não é reconhecida internacionalmente como capital israelense. O anúncio seria um meio-termo diante da promessa de campanha do presidente de transferir a embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
Ataques por parte do governo à China também já trouxeram preocupação ao setor. Os asiáticos são os principais compradores de soja, o principal produto exportado pelo setor agropecuário do Brasil.
*Com Estadão Conteúdo.
DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS