Mercado projeta PIB inferior a 2% em 2019 pela primeira vez desde o início do governo Bolsonaro
Mas há quem veja um cenário de menor crescimento. De acordo com o Sistema de Expectativas de Mercado do Focus, uma das instituições financeiras consultadas estima que o crescimento do indicador poderá ser de apenas 1,10%, valor igual ao verificado nos últimos dois anos

Depois de alguns dados menos otimistas sobre as estimativas de crescimento para o PIB, o boletim Focus de hoje (1) apontou que a projeção do mercado para a alta do indicador está ainda menor para este ano. Segundo o relatório divulgado pelo Banco Central, a projeção mediana prevê uma expansão de apenas 1,98% do PIB em 2019. Anteriormente, a projeção era de 2%.
Mas há quem veja um cenário de menor crescimento. De acordo com o Sistema de Expectativas de Mercado do Focus, uma das instituições financeiras consultadas estima que o crescimento do indicador poderá ser de apenas 1,10%, valor igual ao verificado nos últimos dois anos.
Na prática, se a estimativa mais pessimista se confirmar, o Brasil terá crescido pouco mais de 1% por três anos seguidos.
Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,30%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB de 2,78% para 2,75%. Quatro semanas atrás, estava em 2,70%.
No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 foi de 2,57% para 2,50%. Há um mês, estava em 2,90%. No caso de 2020, a expectativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao que foi visto quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 foi de 56,15% para 56,20%. Há um mês, estava em 56,15%. Para 2020, a expectativa permaneceu em 58,20%, ante 58,35% de um mês atrás.
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Selic
Já com relação a taxa Selic, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para 2019 e 2020. no fim de 2019 e 2020. O boletim Focus do BC trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Além disso, a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 7,50% ao ano, ante 8,00% de quatro semanas atrás.
No caso de 2021, a projeção seguiu em 8,00%, igual ao verificado um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 também se manteve em 8,00%, mesmo patamar de um mês antes.
No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2020, seguiu em 7,50%, ante 8,00% de quatro semanas atrás.
A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 8,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 também seguiu em 8,00%, igual ao visto um mês antes.
Resultado primário
Ao contrário das projeções para a Selic, o boletim Focus também mostrou hoje uma alteração nas projeções para o resultado primário do governo em 2019 e 2020. A relação entre o déficit primário e o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de 1,32% para 1,30%. Em 2020, as estimativas passaram de 0,71% para 0,76%. Há um mês, os valores estavam em 1,37% e 0,70%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 permaneceu em 6,22%, segundo as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, passou de 5,85% para 5,90%. Há quatro semanas, elas estavam em 6,33% e 5,95%, respectivamente.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo após as despesas com juros.
Inflação
Os analistas do mercado financeiro também fizeram mudanças na previsão para a alta do IPCA em março de 2018, de 0,50% para 0,53%, segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central. Um mês atrás, o valor projetado estava em 0,36%.
Já neste mês, a projeção passou de 0,39% para 0,40% e, para maio, seguiu em 0,34%. Há um mês, os valores eram de 0,38% e 0,34%, respectivamente.
No Focus de hoje, a inflação suavizada para os próximos 12 meses passou de 3,96% para 3,89% de uma semana para outra. Há cerca de um mês, ela estava em 4,04%.
A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas antes, estava no mesmo nível.
O relatório ainda trouxe que a projeção para o IPCA em 2021 seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.
No Focus de hoje, entre instituições chamadas de Top 5, a mediana das projeções para 2019 seguiu em 4,01%. Para 2020, a estimativa do Top 5 permaneceu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,86% e 4,00%, nesta ordem.
No caso de 2021, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2022 no Top 5 seguiu em 3,63%, ante 3,50% de quatro semanas antes.
Câmbio
O boletim Focus também mostrou que a mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,70, valor semelhante ao de um mês antes.
Para o próximo ano, a projeção para o câmbio no fim de 2020 se manteve em R$ 3,75, igual ao que foi visto quatro semanas atrás.
Índice geral de preços
O Focus trouxe ainda que a mediana das projeções do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de 2019 passou de alta de 4,72% para 5,24%. Um mês antes, ela estava em 4,46%. No caso de 2020, o IGP-M projetado seguiu com uma alta de 4,00%, igual ao visto quatro semanas antes.
Esse indicador é bastante afetado pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
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