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De olho na aviação comercial

Um obstáculo ambiental que pode atrapalhar os planos de uma gigante da aviação como a Airbus

Em relatório publicado nesta semana, a instituição divulgou um estudo que mostra que os viajantes reduziram o número de voos que pegaram nos últimos 12 meses. O principal motivo: a preocupação com os danos causados ao meio ambiente 

Imagem: Shutterstock

Não é de hoje que vemos que a população mundial está mais preocupada com os impactos negativos que vem causando ao meio ambiente. A criação de leis estaduais que proíbem o uso de canudos, assim como outras práticas que incentivam o uso de sacolas de tecido são alguns dos exemplos que estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia.

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O ponto é que o aumento da preocupação mundial com o meio ambiente pode acabar afetando até mesmo grandes fabricantes de aviões, como a Airbus. Quem faz o alerta é o banco suíço UBS.

Em relatório publicado nesta semana, a instituição divulgou um estudo que mostra que os viajantes reduziram o número de voos que pegaram nos últimos 12 meses. O principal motivo: a preocupação com os danos causados ao meio ambiente. As informações são da CNBC.

Entre os países em que houve maior redução, nações como França, Alemanha e Estados Unidos saem na frente. Nesses lugares, um em cada quatro viajantes afirmou ter diminuído a quantidade de voos que pegou ao longo do ano.

E não é só isso. Outro ponto que chama a atenção é o aumento no número de entrevistados que afirmaram que a consciência com o meio ambiente poderia afetar os planos na hora de viajar. Agora, o percentual foi de 27%, sendo que em maio deste ano 20% dos participantes responderam sim para a mesma pergunta.

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Menor crescimento e vendas

Nas previsões do banco suíço, a preocupação com o meio ambiente aliado ao aumento no valor das passagens deve fazer com que o crescimento do tráfego aéreo dentro da Europa seja menor. Para o banco, a redução para os próximos 20 anos é de 1,5% ao ano.

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Mas há quem ainda esteja bastante otimista. Na contramão do que pensam os analistas da instituição, a Airbus espera um crescimento de 3% durante o período.

A companhia também prevê que o tráfego aéreo nos Estados Unidos cresça 2,1% a cada ano até 2038. Porém, para o UBS esse percentual deve ser mais conservador. Na visão do banco, o aumento será de apenas 1,3%, já que cada vez mais as pessoas vão buscar outras alternativas para além do avião.

A fabricante de aviões Airbus espera ainda que a demanda europeia e norte-americana para novos aviões fique em torno de 11 mil aeronaves durante as próximas décadas. Já o UBS, por sua vez, vê um cenário bastante diferente. O banco suíço acredita que o número de aviões demandados por eles deve reduzir em 7%.

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Por conta da contração, o UBS diz que isso pode significar uma perda de receita em torno de 3 bilhões de euros por ano.

E não é só a Airbus que deve sofrer. A Boeing também deve ser impactada, como pontuou brevemente o banco suíço.

A situação da fabricante norte-americana, Boeing (BA) já está bastante complicada e pode piorar. Segundo informou no começo deste mês, a companhia entregou apenas um quarto do número de aviões que havia entregue um ano atrás.

Com isso, o total de entregas caiu em mais de 40%. A contração foi em grande parte por causa da suspensão mundial da aeronave 737 MAX. Até agosto deste ano, as entregas totalizaram 276 aeronaves, contra 481 no ano passado.

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Mais ecológicos

Mas uma maneira de contornar essa situação sem que haja uma diminuição significativa do tráfego aéreo é investir em aviões mais "ecológicos", especialmente quando o assunto é aviação comercial.

Ao tratar sobre a preocupação ambiental da população mundial, a pesquisa apontou também que 75% dos entrevistados estariam felizes se tivessem que voar em um avião elétrico ou híbrido.

Outro dado interessante é que 25% dos participantes do estudo afirmaram que se sentiriam confortáveis voando em aeronaves menores e autopilotadas como meio de transporte.

A expectativa é que modelos comerciais elétricos comecem a ser disponibilizados para a aviação regional em cerca de dez anos. Porém, o banco suíço coloca como obstáculo o desenvolvimento de baterias que consigam aguentar voos mais longos.

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