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Crise

BC da Argentina diz que medidas do governo são resposta à incerteza política

Governo do presidente Mauricio Macri propôs renegociação de prazos de vencimento de dívida ao Fundo Monetário Internacional

Banco Central da Argentina - Imagem: shutterstock

O presidente do Banco Central da República Argentina (BCRA), Guido Sandleris, afirma em comunicado que as medidas anunciadas nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Hernán Lacunza, "constituem uma resposta rápida diante da incerteza política que tem impedido a renovação normal da dívida pública de curto prazo".

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Segundo ele, as decisões "priorizam o uso das reservas internacionais para preservar a estabilidade monetária e financeira, mesmo que isso implique adiar o pagamento aos grandes investidores da dívida pública". Sandleris diz que as medidas anunciadas pelo governo devem reduzir a pressão sobre o mercado cambial, "reduzindo a eventual demanda por moeda estrangeira e garantindo a disponibilidade de recursos para reduzir a volatilidade".

Segundo ele, as medidas evitam três erros cometidos em outros casos de "súbita interrupção do acesso ao mercado de crédito". O primeiro erro é "tentar ganhar tempo estimulando artificialmente o sistema bancário para tomar mais dívida pública".

"A Argentina tem um sistema bancário líquido, solvente, sem falta de moedas e com baixa exposição ao setor público. O problema no financiamento público de curto prazo não deve contaminá-lo", argumenta.

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Outro erro, segundo o presidente do BC, é o "uso imprudente das reservas internacionais do Banco Central para atender os pagamentos de dívida pública", o que limitaria as ferramentas do BC para garantir a estabilidade monetária.

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Um terceiro erro comum seria imprimir pesos para fazer frente a necessidades de financiamento em moeda local. "Aumentar a base monetária acima do demandado pelo público leva, em definitivo, a uma maior inflação e a pressão cambial", afirma a nota.

As medidas anunciadas por Lacunza "garantem que o Banco Central conte com recursos para moderar a volatilidade no mercado cambial e preservar a estabilidade" do sistema financeiro. O BC ainda diz que continuará a utilizar uma "política monetária restritiva e as intervenções cambiais como instrumentos centrais para moderar a volatilidade nominal".

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