Fiat Chrysler lidera movimento de venda direta pela fábrica
Na Fiat, 57,6% dos 78.821 modelos comercializados de janeiro a maio foram pelo canal direto. O campeão da marca na modalidade foi a Strada, com 15,6 mil unidades

O grupo FCA Fiat Chrysler foi o que mais vendeu automóveis e comerciais leves com nota fiscal diretamente da fábrica no primeiro trimestre. Dos 28,6 mil modelos vendidos pela Jeep, marca premium do grupo, 68% foram de forma direta. O Renegade, por exemplo, teve 4,3 mil unidades vendidas no varejo e 11,4 mil a clientes corporativos, segundo dados da Fenabrave.
Na Fiat, 57,6% dos 78.821 modelos comercializados de janeiro a maio foram pelo canal direto. O campeão da marca na modalidade foi a Strada, com 15,6 mil unidades. Apenas 1 mil picapes foram adquiridas por consumidores pessoa física. A FCA não comentou o assunto.
No caso das picapes, consumidores relatam que tanto os modelos de cabine simples da Fiat, da General Motors e da Volkswagen (Strada, Montana e Saveiro, respectivamente) não estão disponíveis para pronta entrega nas concessionárias e a espera para quem quiser encomendar é em torno de três meses. Se for pessoa jurídica, a entrega é rápida. As empresas alegam que, por serem modelos "de trabalho", mais procurados por trabalhadores rurais e pequenos empresários, a oferta para o consumidor comum é restrita.
Do total de 51,3 mil carros vendidos pela Renault, 48,4% foram de forma direta, com o sedã Logan à frente (5,8 mil unidades ante 690 no varejo). A Renault informou que vem mantendo participação estável nas vendas diretas.
Estratégia
Na sequência estão Volkswagen e General Motors, com aproximadamente 46% de suas vendas feitas diretamente à locadoras, frotistas e ao grupo que têm isenção de impostos. A GM vendeu 106,4 mil unidades de janeiro a março e a Volkswagen, 83 mil.
O compacto Gol teve 10,7 mil unidades vendidas pela forma direta e 5,4 mil no varejo. Já o Onix, da GM, campeão nas duas modalidades, teve 22,7 mil unidades vendidas de forma direta e 32,7 mil no varejo.
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O presidente da Volkswagen, Pablo Di Si, reconhece que a venda para clientes pessoa física está praticamente estagnada. Em sua opinião, isso é menos um indicativo de demanda fraca e mais um reflexo da estratégia das empresas, que estão concentrando ações em clientes corporativos.
No caso da Volkswagen, os aumentos mais significativos ocorrem nas vendas para taxistas (20% no primeiro trimestre) e para pessoas com deficiência, com alta de 130%, negócio reforçado após o lançamento do Gol com câmbio automático. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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