Petrobras prevê investimentos de US$ 84,1 bilhões no país entre 2019 e 2023
Valor representa um crescimento de 12,9% na comparação com planos da gestão divulgado no ano passado

A Petrobras prevê investimentos de US$ 84,1 bilhões no período entre 2019 a 2023. A estatal divulgou a estimativa nesta quarta-feira, 5, no Plano de Negócios e Gestão 2019-2023.
O valor representa um crescimento de 12,9% na comparação com o Plano de Negócios e Gestão 2018-2022, divulgado no ano passado, que previa investimentos totais de US$ 74,5 bilhões para o período.
Ao detalhar os números, a empresa disse que US$ 78,4 bilhões vão para o exploração e produção e refino, transporte e comercialização, setor considerado central de competitividade.
Para gás e energia, além do negócio de petroquímico, serão aportados US$ 5,3 bilhões. Energias alternativas como eólica, solar e biocombustíveis receberão US$ 400 milhões.
Sobre as novas fontes energéticas, a empresa afirmou que buscará parcerias em negócios de energia elétrica renovável, "como um novo motor de geração de valor com foco no futuro sustentável da companhia". Segundo a empresa, o foco em óleo e gás dará mais espaço para outras fontes de energia.
Desinvestimentos
A Petrobras disse também que dará continuidade aos projetos de desinvestimentos já anunciados, com potencial de entrada de caixa entre 2019 e 2023 de US$ 26,9 bilhões.
Leia Também
Segundo a empresa, através da disciplina de custos, redução da dívida e compromisso com a rentabilidade, ela estima uma geração de fluxo de caixa livre robusta no período do plano.
A empresa disse também que espera uma geração operacional de caixa de US$ 114,2 bilhões no período, que permitirá que a companhia realize seus investimentos e reduza seu endividamento sem necessidade de novas captações líquidas no horizonte do plano.
Além disso, a Petrobras disse que buscará uma forte estrutura de capital e tem meta de manter a alavancagem (endividamento líquido/(endividamento líquido+patrimônio líquido) em torno de 25%
Dividendos
Sobre a remuneração aos acionistas, a empresa disse que a política atual será mantida. "Eventual alteração na distribuição de dividendos levará em conta a redução dos indicadores de endividamento e novas oportunidades de investimento", explicou.
Brent
A petroleira disse esperar um preço médio para o petróleo Brent de US$ 66 o barril em 2019. Os dados também foram divulgados no Plano de Negócios e Gestão 2019-2023. Conforme a empresa, o barril da commodity deve chegar a US$ 67 em 2020 e atingir US$ 75 em 2023.
A estatal disse que o plano incorpora uma nova métrica de topo, que busca garantir a rentabilidade, além de manter as métricas de segurança e redução da dívida. Entre os pontos estão uma dívida líquida/Ebitda ajustado abaixo de 1,5 vezes em 2020, além de retorno sobre capital empregado (Roce) acima de 11% em igual ano.
Óleo
A Petrobras apontou que, em 2019, o crescimento da produção de óleo será de 10% no Brasil e de 7% olhando também outras regiões.
Para o período entre 2020 e 2023, a produção total de óleo e gás natural terá um crescimento médio de 5% ao ano, segundo a companhia.
Ainda sobre a produção, a Petrobras disse que a contínua eficiência de custos e o custo de extração no pré-sal inferior a US$ 7/boe conduzirão o custo de extração médio para níveis inferiores a US$ 10/boe a partir de 2020.
Refino
No documento, a estatal também confirmou o reposicionamento em refino, por meio de parcerias nos clusters Nordeste e Sul, que representam 40% da capacidade de refino instalada no Brasil, permitindo o compartilhamento dos riscos do negócio e o estabelecimento de um setor mais dinâmico, competitivo e eficiente, além de geração de liquidez para a companhia.
*Com Estadão Conteúdo
O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA